Cristiano Ronaldo confirmou que a Copa do Mundo de 2026 foi sua última. A declaração veio depois da eliminação de Portugal diante da Espanha, por 1 a 0, na segunda-feira (6), e fechou um ciclo raro no futebol: seis participações no maior torneio do planeta, nenhuma taça mundial e uma carreira ainda aberta aos 41 anos.
O atacante também reacendeu uma discussão sobre seu legado ao colocar a Eurocopa no mesmo patamar simbólico do Mundial. Campeão europeu com Portugal em 2016, Ronaldo tratou aquele título como equivalente, em dimensão, à conquista que não conseguiu alcançar nas Copas.
A comparação tem peso porque a Euro de 2016 segue como o maior título da história da seleção portuguesa. Para Ronaldo, foi também o troféu de seleção que sustentou parte central de sua trajetória internacional, em contraste com a ausência de uma Copa do Mundo no currículo.
Fim de ciclo sem aposentadoria anunciada
A despedida das Copas não significa, por enquanto, despedida do futebol. Ronaldo não anunciou aposentadoria profissional e segue vinculado ao Al-Nassr, da Arábia Saudita. Também não tratou a eliminação como encerramento imediato de sua relação com a seleção portuguesa.
Na Copa de 2026, Ronaldo marcou 3 gols e saiu do torneio com 976 gols na carreira. O número mantém o atacante próximo de uma marca que se tornou uma das últimas grandes metas individuais de sua trajetória: o milésimo gol.
A campanha portuguesa terminou diante da Espanha e encerrou a tentativa de Ronaldo de transformar sua sexta Copa em um desfecho de consagração. A edição havia começado cercada por perguntas sobre o fôlego competitivo do atacante, que chegou ao torneio aos 41 anos e ainda como uma das figuras centrais de Portugal.
O peso da Eurocopa de 2016 no legado
Ao igualar a Eurocopa ao Mundial em importância pessoal e histórica, Ronaldo reposiciona a conquista de 2016 no debate sobre seu legado. A fala funciona como resposta à principal lacuna de sua carreira: ter dominado recordes, clubes e seleções por duas décadas sem levantar a taça da Copa.
O argumento favorece uma leitura conhecida entre portugueses: a Eurocopa vencida na França mudou o patamar da seleção nacional e deu a Portugal um título que nenhuma geração anterior havia conquistado. Para críticos, porém, a Copa do Mundo continua em uma prateleira própria, por reunir seleções de todos os continentes e concentrar a maior pressão do futebol internacional.
Com a eliminação, Ronaldo deixa as Copas sem o título que perseguia desde sua estreia no torneio. O próximo capítulo de sua carreira passa pelo Al-Nassr, pela busca do milésimo gol e por uma eventual decisão sobre novas convocações por Portugal.










