segunda-feira, julho 6
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Agronegócio

Safra de cana-de-açúcar recua 5,1% e Conab projeta novo mínimo para 2025/2026

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A subvenção ao Nordeste responde às restrições do mercado norte-americano às exportações brasileiras de açúcar e derivados.
  • Os critérios de distribuição dos R$ 270 milhões e o órgão executor ainda não foram definidos em decreto pelo governo.
  • A área de colheita no Centro-Sul cresce 3,1% no próximo ciclo, chegando a 9,17 milhões de hectares.
  • O Mato Grosso do Sul projeta produção de 5 bilhões de litros de etanol em 2026, mesmo com o recuo nacional da safra.
  • A Conab não detalhou o impacto esperado da queda da produção nos preços ao consumidor, incluindo o etanol nos postos.

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2024/2025 encerrou em 676,96 milhões de toneladas, queda de 5,1% ante o ciclo anterior, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Para o ciclo 2025/2026, iniciado em abril de 2025, a Conab projeta novo recuo de 2%, com estimativa de 663,44 milhões de toneladas — volume que colocaria a safra abaixo dos dois ciclos que antecederam o recorde de 2023/2024. O impacto esperado nos preços ao consumidor, incluindo o etanol nos postos, não foi detalhado pelo órgão nos indicadores publicados.

Em contraponto ao recuo nacional, o Centro-Sul — responsável por cerca de 90% da produção do país — registrou produtividade recorde de 87,6 toneladas por hectare. A área destinada à colheita na região cresce 3,1% na safra 2026/2027, alcançando 9,17 milhões de hectares. O Mato Grosso do Sul projeta produção de 5 bilhões de litros de etanol em 2026.

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Nordeste recebe R$ 270 milhões em subvenção enquanto Conab prevê segundo recuo consecutivo

O governo federal publicou, em 1º de julho de 2026, Medida Provisória que destina R$ 270 milhões em subvenção direta a produtores de cana do Nordeste. A medida é uma resposta às restrições impostas pelo mercado norte-americano às exportações brasileiras de açúcar e derivados. Os critérios de distribuição do benefício e o órgão executor ainda não foram definidos em decreto.

Como o PIRANOT apurou em 3 de julho, o Centro-Sul sustenta a produção nacional ao ampliar área e elevar a produtividade por hectare, mesmo quando o volume total recua. O recorde de 87,6 t/ha reflete avanços de manejo agrícola, mas a dependência climática permanece como principal risco: a seca que afetou os canaviais em 2024/2025 é apontada pela Conab como fator central da retração de 5,1%.

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O Brasil historicamente produz entre 600 e 700 milhões de toneladas de cana por safra. A projeção de 663,44 milhões para 2025/2026 reposiciona o indicador na faixa inferior desse intervalo histórico pelo segundo ciclo seguido, após o pico de 2023/2024.

Indicadores em andamento: safra atual aponta 663 mi de toneladas e área cresce para 2026/2027

A safra 2025/2026 está em andamento desde abril de 2025 e será encerrada em março de 2026. A Conab divulga atualizações periódicas dos indicadores ao longo do ciclo, e os dados definitivos só estarão disponíveis ao término da colheita.

Para a safra 2026/2027, o crescimento de 3,1% na área do Centro-Sul sinaliza aposta do setor na recuperação do volume via expansão de lavoura. A cobertura do PIRANOT de 5 de julho detalhou o avanço de 31% do etanol no Centro-Sul, num contexto em que a produtividade recorde atenua, parcialmente, o recuo do volume nacional.

A operacionalização da subvenção de R$ 270 milhões ao Nordeste — prazos de acesso, critérios de elegibilidade e forma de repasse — ainda depende de decreto ou portaria ministerial.


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