Jorge “Chipi” Vera, comentarista paraguaio, perdeu a credencial de imprensa da Copa do Mundo 2026 após criticar a expulsão de Miguel Almirón no jogo entre Paraguai e Turquia. A FIFA não divulgou comunicado sobre o caso, e nem o comentarista nem o veículo que o credenciou se pronunciaram publicamente.
Almirón foi expulso em 20 de junho, durante a vitória do Paraguai sobre a Turquia, em lance associado à chamada “Lei Vini Jr.” — regra que proíbe jogadores de cobrir a boca enquanto falam em campo, para evitar comunicações veladas durante a partida. Foi a primeira aplicação da medida no torneio, conforme coberturas jornalísticas do evento. Na imprensa portuguesa, o episódio ganhou outro apelido — “Lei Prestianni” —, reflexo de polêmica semelhante registrada anteriormente no futebol europeu.
Depois da partida, o técnico da seleção paraguaia Gustavo Alfaro criticou abertamente o rigor da punição. “Me cuesta jugar este deporte nuevo”, disse o treinador, segundo o Clarín. O episódio já concentrava atenção da imprensa esportiva regional antes de a notícia sobre a credencial do comentarista ampliar o alcance do debate.
Almirón é o atacante titular do Paraguai e uma das figuras de maior projeção da seleção — defende o Newcastle na Premier League inglesa. Expulsões polêmicas em Copas sempre atraem repercussão intensa, mas a cassação de uma credencial de imprensa por crítica à arbitragem é episódio de outra magnitude: envolve o poder de uma federação ou do organizador do torneio de afastar da cobertura um profissional acreditado.
O caso levanta uma questão direta para o jornalismo esportivo: até onde vai a autoridade da FIFA para punir comentaristas por opiniões sobre decisões de árbitros em seus torneios? Por ora, a entidade não se pronunciou.











