segunda-feira, junho 22
MERCADO
IBOVESPA 170.370 pts▲ 1,24%DOW JONES 51.713 pts▲ 0,43%NASDAQ 26.167 pts▲ 0,56%S&P 500 7.473 pts▲ 0,71%DÓLAR R$ 5,16▲ 0,12%EURO R$ 5,90▼ 0,18%BITCOIN R$ 330.161▼ 0,49%ETHEREUM R$ 8.903▼ 0,47%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
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Economia

Ibovespa volta aos 170 mil pontos com alta de 1,21%; dólar cai a R$ 5,14

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ibovespa fechou aos 170.370 pontos, com máxima de 170.750 e volume financeiro de R$ 23,81 bilhões.
  • Dólar comercial de venda ficou em R$ 5,1415; cotação à vista informada pela Reuters foi de R$ 5,1413.
  • Banco Central fez swap reverso de US$ 1 bilhão e venda à vista de mesmo valor no mercado.
  • Documentos disponíveis não permitem atribuir a queda do câmbio às operações da autoridade monetária.

O Ibovespa voltou a fechar acima de 170 mil pontos nesta segunda-feira (22), em uma sessão de recuperação para a Bolsa brasileira. O principal índice da B3 subiu 1,21%, aos 170.370,38 pontos, enquanto o dólar comercial de venda recuou 0,45%, para R$ 5,1415.

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A melhora do mercado acionário veio em um pregão marcado pelo recuo dos juros futuros, por desempenho positivo de bancos e por alívio no exterior, em meio à redução da tensão entre Irã e Estados Unidos no Estreito de Ormuz. O movimento ajudou a recolocar o índice em um patamar simbólico depois de semanas recentes de pressão sobre a Bolsa.

Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 168.326 pontos e a máxima de 170.750 pontos. O volume financeiro informado foi de R$ 23,81 bilhões, sinal de um pregão com liquidez relevante para investidores institucionais e pessoas físicas.

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Juros menores e bancos dão fôlego à Bolsa

A queda dos juros futuros tende a beneficiar ações negociadas na Bolsa porque reduz a atratividade relativa da renda fixa e melhora a percepção sobre o custo de capital das empresas. Em um dia de alta ampla, papéis do setor financeiro apareceram entre os destaques positivos e ajudaram a sustentar o avanço do índice.

O retorno aos 170 mil pontos também tem peso psicológico para o mercado. O nível havia voltado ao radar depois de uma sequência recente de perdas, quando o Ibovespa acumulou semanas de queda e passou a operar sob influência de juros, fiscal, commodities e cenário externo mais instável.

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Dólar cai em dia de atuação do Banco Central

No câmbio, a cotação de R$ 5,1415 se refere ao dólar comercial de venda. A referência à vista ficou praticamente no mesmo nível, a R$ 5,1413, diferença usual entre metodologias de mercado.

O Banco Central realizou uma operação de swap cambial reverso de 20 mil contratos, equivalente a US$ 1 bilhão, e também vendeu US$ 1 bilhão à vista. A atuação aumenta a oferta de moeda no mercado e entra no radar dos operadores, embora a queda do dólar no dia também dependa de fluxo financeiro, juros, risco externo e expectativas sobre a economia brasileira.

Impacto chega a empresas, importadores e investidores

O dólar mais baixo reduz a referência diária para empresas que compram insumos importados, máquinas, peças, fertilizantes, defensivos, componentes industriais ou que mantêm dívidas em moeda estrangeira. Para exportadores, o efeito é inverso: a receita em reais por dólar vendido tende a diminuir quando a moeda americana recua.

Para investidores, a sessão reforça a sensibilidade da Bolsa brasileira aos juros e ao humor externo. A alta de 1,21% recoloca o Ibovespa em terreno mais favorável no curto prazo, mas a continuidade do movimento dependerá da combinação entre curva de juros, fiscal, fluxo estrangeiro e desempenho das ações de maior peso no índice.

O fechamento desta segunda deixa duas referências centrais para o mercado: Bolsa novamente acima de 170 mil pontos e dólar perto de R$ 5,14. A próxima sessão mostrará se o alívio vira tendência ou se o movimento fica restrito a um ajuste depois das quedas recentes.


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