A Copa do Mundo de 2026 já superou, antes de completar 30 partidas, o total de expulsões registrado em toda a edição de 2022. A marca do Mundial do Catar foi de quatro cartões vermelhos em 64 jogos; na edição atual, as contagens publicadas apontam pelo menos cinco expulsões em 28 partidas.
Mesmo no recorte mais conservador, o salto é expressivo. A média passa de 0,06 expulsão por jogo em 2022 para 0,18 em 2026. Outra contagem em circulação eleva o número para seis vermelhos em 24 confrontos, o que ampliaria ainda mais a diferença no começo do torneio.
A divergência não muda a conclusão principal: a Copa de 2026 ultrapassou rapidamente o total da edição anterior. A diferença está no critério de contagem — se entram apenas jogadores em campo, expulsões por segundo amarelo, vermelhos diretos ou punições aplicadas a atletas e integrantes de comissões fora das quatro linhas.
Abertura já indicou torneio mais quente nos cartões
O tom disciplinar apareceu logo no início da competição. A partida de abertura teve três expulsões, número incomum para um primeiro jogo de Copa do Mundo e suficiente para colocar a arbitragem no centro da discussão desde a largada.
O dado ajuda a explicar por que a estatística ganhou peso ainda na fase inicial. Em torneios curtos, a sequência de cartões vermelhos altera leitura de desempenho, muda planos de técnicos, suspende jogadores para rodadas seguintes e influencia a percepção sobre o rigor dos árbitros.
Comparação com 2022 é clara; recorde histórico exige cuidado
A comparação mais segura, neste momento, é com a Copa do Catar. Em 2022, o torneio inteiro terminou com quatro expulsões. Em 2026, a marca foi ultrapassada quando a competição ainda estava longe da metade da fase de grupos.
Isso não significa, porém, que a edição atual já possa ser tratada como a Copa mais indisciplinada da história. O Mundial tem episódios extremos em sua memória: Portugal x Holanda, em 2006, teve quatro expulsões em uma única partida, no jogo conhecido como Batalha de Nuremberg; Hungria x Brasil, em 1954, também entrou para a história pela tensão e pelos vermelhos na chamada Batalha de Berna.
Por enquanto, o retrato é este: a Copa de 2026 já deixou para trás o total de expulsões de 2022, e a diferença entre cinco ou seis vermelhos afeta a média, não o sentido da notícia. A consolidação por critério oficial servirá para fixar o número exato; a mudança de patamar em relação ao Mundial anterior já está dada.










