A Justiça de São Paulo negou habeas corpus a dois instrutores presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.
A decisão, tomada na quinta-feira (18), mantém os dois investigados presos enquanto a Polícia Civil avança na investigação sobre a dinâmica da queda e as responsabilidades pela atividade. Três instrutores foram presos no caso, mas a negativa de liberdade divulgada até o momento alcança dois deles.
Maria Eduarda morreu após cair de uma altura estimada em cerca de 40 metros. A principal suspeita investigada é que ela tenha sido lançada sem que a corda de segurança estivesse presa corretamente ao equipamento, hipótese que coloca sob exame a checagem feita antes do salto e a organização da operação.
Decisão mantém prisão, mas não define culpa
A negativa do habeas corpus não equivale a condenação. Ela significa que, nesta etapa, a Justiça não viu motivo para soltar os dois instrutores alcançados pelo pedido. A responsabilização penal, se houver, depende da conclusão da investigação, de eventual denúncia e de decisão judicial.
O caso mobiliza atenção porque envolve uma atividade radical oferecida ao público e uma possível falha básica de segurança. Em esportes de altura, a conferência do sistema de ancoragem, dos mosquetões, da corda principal e dos pontos de redundância é parte central do procedimento antes de qualquer salto.
Investigação mira operação do salto
Os investigadores devem reconstruir quem organizou a atividade, quais instrutores atuavam no momento, quem fez a conferência do equipamento e se havia responsável técnico pela operação. Também entram no centro do caso as condições de uso da Ponte do Esqueleto e os protocolos adotados para permitir a participação do público.
A Ponte do Esqueleto fica na região de Piracicaba e já era conhecida como ponto usado por praticantes de atividades radicais. A morte da jovem transformou o local em foco de uma investigação sobre a fronteira entre risco assumido em esportes de aventura e eventual negligência na prestação do serviço.
Com a decisão, os dois instrutores continuam presos e podem tentar nova medida judicial. A Polícia Civil segue responsável por reunir depoimentos, perícias e documentos para definir se houve falha operacional, omissão na segurança ou outra conduta com relevância criminal.










