quinta-feira, junho 18
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Economia

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA caem a 226 mil, mas média avança

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Resultado veio 1.000 acima da mediana esperada por analistas consultados pela FactSet.
  • Pedidos continuados chegaram a 1,810 milhão, acima da previsão de 1,789 milhão.
  • Dado é usado por investidores para avaliar a força do mercado de trabalho americano.
  • Indicador pode influenciar expectativas sobre a trajetória dos juros do Federal Reserve.

Os pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 226 mil na semana encerrada em 13 de junho, informou nesta quinta-feira (18) o Departamento do Trabalho americano. O número caiu 4 mil em relação à semana anterior, revisada de 229 mil para 230 mil.

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A queda semanal sugere algum alívio na entrada de novos trabalhadores no programa de auxílio. Ainda assim, o dado veio ligeiramente acima da expectativa de mercado, de 225 mil solicitações, e não elimina a leitura de pressão gradual no emprego americano.

O ponto de atenção está na média móvel de quatro semanas, que subiu para 223.250 pedidos. Esse recorte suaviza oscilações pontuais e costuma ser observado por investidores para identificar a direção mais consistente do indicador.

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Pedidos continuados ficam acima do esperado

Os pedidos continuados, que medem pessoas que seguem recebendo o benefício depois da solicitação inicial, somaram 1,810 milhão. A projeção de mercado era de 1,789 milhão.

A diferença entre os dois indicadores é importante. Os pedidos iniciais mostram a porta de entrada no seguro-desemprego; os continuados indicam por quanto tempo os trabalhadores permanecem no sistema. Quando esse segundo número fica elevado, o mercado tende a enxergar maior dificuldade de recolocação.

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Na prática, a divulgação deixa um sinal misto: há menos novas solicitações na semana, mas a permanência no benefício e a alta da média móvel impedem uma leitura de fortalecimento claro do mercado de trabalho.

Dado entra no radar do Federal Reserve

O relatório semanal de seguro-desemprego é acompanhado de perto porque ajuda a calibrar as expectativas sobre juros nos Estados Unidos. Um mercado de trabalho mais fraco tende a reforçar apostas de cortes pelo Federal Reserve; sinais de resistência podem reduzir esse espaço.

Por isso, mesmo uma variação pequena ganha peso no mercado financeiro. Juros futuros, dólar e bolsas reagem à combinação entre emprego, inflação e atividade econômica, que orienta o banco central americano na definição da política monetária.

A próxima atualização semanal poderá revisar o número de 226 mil pedidos, como ocorreu com a leitura anterior. Até lá, o dado reforça a imagem de um mercado de trabalho ainda estável, mas menos confortável do que sugeriria apenas a queda semanal.