O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou R$ 500 milhões em financiamento para a FS construir uma usina de etanol de milho em Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. A unidade deve começar a operar em dezembro de 2026 e amplia a presença da companhia em um dos principais polos agrícolas do país.
O crédito cobre 24,2% do investimento total, estimado em R$ 2,07 bilhões. Os recursos virão do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, instrumentos usados pelo banco público para apoiar projetos de infraestrutura, inovação e transição energética.
A nova planta foi desenhada para processar 1,2 milhão de toneladas de milho por ano e produzir 540 milhões de litros de etanol no mesmo período. O projeto também prevê a geração de 505 empregos, sendo 182 diretos e 323 indiretos.
Financiamento reforça avanço do etanol de milho no Centro-Oeste
A operação fortalece a expansão do etanol de milho em Mato Grosso, Estado que lidera a produção nacional do grão e tem atraído investimentos industriais ligados ao aproveitamento da safra local. Diferentemente do etanol de cana, concentrado historicamente no Sudeste, o etanol de milho avança no Centro-Oeste apoiado na disponibilidade de matéria-prima, na logística regional e na demanda por biocombustíveis.
A FS já opera três unidades em Mato Grosso, instaladas em Lucas do Rio Verde, Sorriso e Primavera do Leste. A fábrica de Campo Novo do Parecis foi anunciada em julho de 2025 e representa mais uma etapa da estratégia da empresa para ampliar a capacidade de produção no Estado.
Além do etanol, a unidade deve produzir 390 mil toneladas anuais de DDG, coproduto usado na alimentação animal. Esse tipo de produção cria uma cadeia integrada: o milho vira combustível, enquanto parte relevante do resíduo industrial retorna ao setor agropecuário como insumo para ração.
Projeto entra na agenda de descarbonização do agro
O financiamento também se encaixa na política de crédito voltada à redução de emissões. Ao direcionar recursos do Fundo Clima para uma planta de biocombustível, o BNDES reforça a aposta em projetos capazes de substituir parte do consumo de combustíveis fósseis e ampliar a oferta nacional de energia renovável.
Para Campo Novo do Parecis, o impacto mais imediato tende a aparecer na obra, na contratação de mão de obra e na formação de fornecedores ligados à operação industrial. Depois da entrada em funcionamento, prevista para dezembro de 2026, a usina passa a adicionar demanda permanente por milho e a ampliar a oferta de etanol produzido em Mato Grosso.










