domingo, junho 21
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Gustavo Alves de Oliveira
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Gustavo Alves de Oliveira

Fotografo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade.

“Flagrante exclusivo mostra lebre-europeia na zona rural de Piracicaba”

· 4 min de leitura · Atualizado em 19.06.2026

Pontos-chave

  • Credit balance is too low

Olá, eu sou Gustavo Alves de Oliveira, fotógrafo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT. Quinzenalmente, às sextas-feiras, trago aqui as paisagens, personagens e histórias do ecoturismo, da natureza e da vida rural de Piracicaba. Hoje, compartilho um flagrante exclusivo feito por mim para o PIRANOT: uma lebre-europeia circulando em área aberta na zona rural de Piracicaba.

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O registro exclusivo chamou atenção pelo porte do animal, pelas orelhas alongadas e pelo comportamento discreto observado durante a passagem pela propriedade rural. A lebre-europeia (Lepus europaeus) não é uma espécie nativa do Brasil, mas já está estabelecida em diferentes regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Piracicaba, registros como esse ajudam a observar como a fauna se desloca e se adapta aos ambientes rurais do interior paulista.

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Flagrante exclusivo de Gustavo Alves de Oliveira mostra lebre-europeia na zona rural de Piracicaba.

Um animal de áreas abertas

Diferentemente dos coelhos, que costumam usar tocas subterrâneas como abrigo, as lebres preferem campos, pastagens, lavouras e outros ambientes abertos. Essa escolha está ligada à sua principal estratégia de defesa: perceber o perigo a distância e fugir rapidamente.

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A lebre-europeia pode atingir velocidades superiores a 60 quilômetros por hora quando se sente ameaçada. Além da rapidez, possui audição aguçada e visão ampla, características que aumentam suas chances de escapar de predadores.

Lebre-europeia em vegetação aberta
Espécie prefere ambientes abertos, como campos, pastagens e áreas agrícolas. Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Observação de fauna

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O que fazer ao encontrar um animal silvestre

  • Observe a distância, sem tentar se aproximar ou tocar no animal.
  • Evite perseguir, alimentar ou encurralar a espécie.
  • Em caso de animal ferido, acione os órgãos ambientais ou de resgate responsáveis.
  • Registros fotográficos podem ajudar no monitoramento, desde que feitos sem interferência.

Lebres e coelhos não são a mesma coisa

Embora muita gente confunda os dois animais, lebres e coelhos apresentam diferenças importantes. As lebres costumam ter pernas mais longas, corpo mais esguio e orelhas maiores. Também tendem a ser mais solitárias e dependem menos de abrigos subterrâneos.

Outra diferença aparece logo no nascimento. Enquanto os filhotes de coelho geralmente nascem sem pelos e com os olhos fechados, os filhotes de lebre já nascem com pelos, enxergando e capazes de se locomover em pouco tempo.

Lebre-europeia fotografada por Gustavo Alves de Oliveira
Pernas longas e orelhas maiores ajudam a diferenciar as lebres dos coelhos. Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Presença no Brasil exige acompanhamento

A lebre-europeia foi introduzida na América do Sul há mais de um século, inicialmente em países como Argentina e Uruguai. Com o tempo, expandiu sua área de ocorrência e passou a ser observada também no Brasil, especialmente em locais com vegetação aberta e paisagens agrícolas.

Por não ser nativa, sua presença precisa ser acompanhada com atenção. O monitoramento ajuda pesquisadores e órgãos ambientais a compreenderem a distribuição da espécie, seus hábitos e eventuais impactos sobre a biodiversidade e sobre atividades rurais.

Lebre-europeia em movimento na zona rural
Registro contribui para observar a distribuição da espécie no interior paulista. Foto: Gustavo Alves de Oliveira

Sobre a espécie

Curiosidades sobre a lebre-europeia

  • Pode passar de 70 centímetros de comprimento.
  • O peso costuma variar entre 3 e 6 quilos.
  • Tem hábitos principalmente crepusculares e noturnos.
  • Alimenta-se de gramíneas, folhas, brotos e outras espécies vegetais.

Registros ajudam a contar a vida rural

Na rotina do campo, pequenos encontros revelam muito sobre a paisagem ao redor. Um animal cruzando uma propriedade, uma ave pousada na cerca ou uma pegada deixada na terra ajudam a compor o retrato da vida rural e da relação entre atividade humana, agricultura e natureza.

O flagrante exclusivo da lebre-europeia em Piracicaba reforça a importância de observar com cuidado, registrar com responsabilidade e preservar os ambientes que ainda permitem esse contato direto com a fauna.

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O registro foi feito na zona rural de Piracicaba. Foto: Gustavo Alves de Oliveira
Lebre-europeia observada em área aberta
Observação deve ser feita sempre a distância, sem tentativa de captura. Foto: Gustavo Alves de Oliveira
Lebre-europeia fotografada na região de <span class=Piracicaba" srcset="https://www.piranot.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lebre-gustavo-8.jpg 544w, https://www.piranot.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lebre-gustavo-8-240x300.jpg 240w, https://www.piranot.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lebre-gustavo-8-150x187.jpg 150w, https://www.piranot.com.br/wp-content/uploads/2026/06/lebre-gustavo-8-450x562.jpg 450w" sizes="(max-width: 544px) 100vw, 544px" />
A espécie chama atenção pela velocidade e pelo comportamento discreto. Foto: Gustavo Alves de Oliveira
Lebre-europeia em habitat rural
Fotos: Gustavo Alves de Oliveira

Fotos: Gustavo Alves de Oliveira

Gustavo Alves de Oliveira é fotógrafo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT. Quinzenalmente, às sextas-feiras, escreve sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade em Piracicaba e região.

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Fotografo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade.

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