A Polícia Civil prendeu neste sábado (20) três pessoas suspeitas de envolvimento no desaparecimento da câmera GoPro de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, que morreu durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.
O foco das prisões não é, neste momento, uma conclusão sobre quem provocou a morte da jovem. A nova frente da investigação mira a suspeita de ocultação de um equipamento que pode ajudar a reconstituir a sequência do salto, da preparação à queda.
Maria Eduarda morreu em 13 de abril após cair de uma altura aproximada de 40 metros. A atividade, conhecida como rope jump, envolve salto preso por cordas e depende de checagens sucessivas de ancoragem, fixação e segurança antes da liberação do participante.
Por que a GoPro virou peça central
A câmera interessa à polícia porque poderia registrar etapas decisivas do procedimento: a colocação dos equipamentos, a conferência feita por instrutores, o momento do salto e a reação das pessoas que acompanhavam a atividade. Em um caso de morte durante prática de risco, imagens desse tipo podem confirmar ou descartar versões sobre a dinâmica do acidente.
A investigação ainda separa duas questões. A primeira é a causa da queda fatal e a eventual responsabilidade de quem organizou ou conduziu o salto. A segunda é a suspeita de que um pertence da vítima, com possível valor probatório, tenha sido retirado ou escondido depois do acidente.
Essa distinção é essencial: os três presos devem ser tratados como investigados no episódio da câmera. Qualquer responsabilização pela morte depende da conclusão do inquérito, da análise do Ministério Público e de decisão da Justiça.
Investigação tenta reconstituir checagem do salto
Antes das novas prisões, o caso já tinha colocado sob exame a conferência dos equipamentos usados por Maria Eduarda. Instrutores ouvidos no curso da investigação disseram não se lembrar da checagem feita antes do salto, ponto que reforçou a importância de documentos, depoimentos e eventuais registros em vídeo.
A morte também teve repercussão fora da esfera técnica. Após ataques misóginos contra a jovem nas redes sociais, deputadas acionaram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para pedir investigação sobre as publicações.
Com as prisões, a Polícia Civil concentra a nova etapa na origem do desaparecimento da GoPro e no uso do equipamento, caso seja localizado, para confrontar depoimentos e reconstruir os minutos que antecederam a queda.










