Olá, eu sou Gustavo Alves de Oliveira, fotógrafo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT. Quinzenalmente, às sextas-feiras, trago aqui as paisagens, personagens e histórias do ecoturismo, da natureza e da vida rural de Piracicaba. Hoje, compartilho um flagrante exclusivo feito por mim para o PIRANOT: uma lebre-europeia circulando em área aberta na zona rural de Piracicaba.
O registro exclusivo chamou atenção pelo porte do animal, pelas orelhas alongadas e pelo comportamento discreto observado durante a passagem pela propriedade rural. A lebre-europeia (Lepus europaeus) não é uma espécie nativa do Brasil, mas já está estabelecida em diferentes regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em Piracicaba, registros como esse ajudam a observar como a fauna se desloca e se adapta aos ambientes rurais do interior paulista.
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Diferentemente dos coelhos, que costumam usar tocas subterrâneas como abrigo, as lebres preferem campos, pastagens, lavouras e outros ambientes abertos. Essa escolha está ligada à sua principal estratégia de defesa: perceber o perigo a distância e fugir rapidamente.
A lebre-europeia pode atingir velocidades superiores a 60 quilômetros por hora quando se sente ameaçada. Além da rapidez, possui audição aguçada e visão ampla, características que aumentam suas chances de escapar de predadores.

Observação de fauna
O que fazer ao encontrar um animal silvestre
- Observe a distância, sem tentar se aproximar ou tocar no animal.
- Evite perseguir, alimentar ou encurralar a espécie.
- Em caso de animal ferido, acione os órgãos ambientais ou de resgate responsáveis.
- Registros fotográficos podem ajudar no monitoramento, desde que feitos sem interferência.
Lebres e coelhos não são a mesma coisa
Embora muita gente confunda os dois animais, lebres e coelhos apresentam diferenças importantes. As lebres costumam ter pernas mais longas, corpo mais esguio e orelhas maiores. Também tendem a ser mais solitárias e dependem menos de abrigos subterrâneos.
Outra diferença aparece logo no nascimento. Enquanto os filhotes de coelho geralmente nascem sem pelos e com os olhos fechados, os filhotes de lebre já nascem com pelos, enxergando e capazes de se locomover em pouco tempo.

Presença no Brasil exige acompanhamento
A lebre-europeia foi introduzida na América do Sul há mais de um século, inicialmente em países como Argentina e Uruguai. Com o tempo, expandiu sua área de ocorrência e passou a ser observada também no Brasil, especialmente em locais com vegetação aberta e paisagens agrícolas.
Por não ser nativa, sua presença precisa ser acompanhada com atenção. O monitoramento ajuda pesquisadores e órgãos ambientais a compreenderem a distribuição da espécie, seus hábitos e eventuais impactos sobre a biodiversidade e sobre atividades rurais.

Sobre a espécie
Curiosidades sobre a lebre-europeia
- Pode passar de 70 centímetros de comprimento.
- O peso costuma variar entre 3 e 6 quilos.
- Tem hábitos principalmente crepusculares e noturnos.
- Alimenta-se de gramíneas, folhas, brotos e outras espécies vegetais.
Registros ajudam a contar a vida rural
Na rotina do campo, pequenos encontros revelam muito sobre a paisagem ao redor. Um animal cruzando uma propriedade, uma ave pousada na cerca ou uma pegada deixada na terra ajudam a compor o retrato da vida rural e da relação entre atividade humana, agricultura e natureza.
O flagrante exclusivo da lebre-europeia em Piracicaba reforça a importância de observar com cuidado, registrar com responsabilidade e preservar os ambientes que ainda permitem esse contato direto com a fauna.
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Fotos: Gustavo Alves de Oliveira
Gustavo Alves de Oliveira é fotógrafo, fundador do Caminho do Mosteiro e colunista do PIRANOT. Quinzenalmente, às sextas-feiras, escreve sobre ecoturismo, natureza e sustentabilidade em Piracicaba e região.











