O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 42% das intenções de voto contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário estimulado de 1º turno para a eleição presidencial de 2026, de acordo com a quarta rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15).
A diferença entre os dois chegou a 9 pontos percentuais. Em maio, Lula marcava 40%, e Flávio Bolsonaro, 35%, o que colocava a distância em 5 pontos. Na comparação entre as duas rodadas, o presidente avançou 2 pontos, enquanto o senador recuou 2.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06645/2026. No cenário estimulado de 1º turno divulgado, votos brancos e nulos somam 5%, e eleitores que não sabem ou não responderam são 3%.
2º turno mostra disputa mais apertada
Em uma simulação de 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 49%, contra 43% do senador. A vantagem cai para 6 pontos percentuais nesse recorte, menor que a distância observada no cenário de 1º turno.
Os números dão a Lula a dianteira nas duas simulações, mas também mostram que a disputa direta concentra mais votos em Flávio Bolsonaro do que o cenário inicial. Para o PL, o dado mede a força eleitoral do senador em um quadro ainda marcado pela indefinição das candidaturas de 2026.
Rejeição pesa sobre o nome de Flávio
Outro recorte da rodada BTG/Nexus mostra a rejeição de Flávio Bolsonaro em 52%. O indicador é relevante porque mede o limite de crescimento de um candidato: quanto maior a rejeição, mais difícil tende a ser converter eleitores fora do núcleo de apoio.
A combinação entre intenção de voto e rejeição ajuda a explicar por que a rodada pressiona a estratégia da direita para 2026. Flávio aparece competitivo em um eventual 2º turno, mas entra na comparação com Lula em desvantagem e com uma taxa elevada de eleitores que dizem não votar nele.
Registro no TSE dá lastro eleitoral à rodada
O registro no TSE identifica a pesquisa no sistema eleitoral e permite a conferência formal do estudo. A divulgação dos percentuais, porém, não informa no mesmo pacote a amostra, a margem de erro nem o período de entrevistas, dados necessários para medir com precisão estatística o alcance das diferenças apresentadas.
Com os percentuais disponíveis, a leitura central é clara: Lula lidera Flávio Bolsonaro no cenário de 1º turno, amplia a vantagem em relação a maio e também aparece à frente em uma simulação de confronto direto. A consequência política imediata é aumentar a pressão sobre a oposição para definir se o senador será tratado como nome competitivo para 2026 ou como peça de uma negociação mais ampla dentro da direita.











