Carlo Ancelotti chega à estreia do Brasil na Copa com aprovação de 58% entre os brasileiros, segundo pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta quinta-feira (11). O número representa uma alta de 17 pontos percentuais em relação a abril, quando 41% aprovavam o trabalho do treinador.
A mudança dá ao técnico italiano um ambiente de apoio mais confortável às vésperas do primeiro jogo da Seleção, mas não elimina a cautela da torcida. A mesma pesquisa mostra que a confiança no hexacampeonato também cresceu, embora a maioria ainda não veja o título como desfecho provável.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, em entrevistas domiciliares realizadas entre 5 e 8 de junho. Além da aprovação em alta, a desaprovação a Ancelotti caiu de 29% para 14%. Outros 28% não souberam ou não responderam.
Apoio cresce, mas torcida ainda separa aprovação de título
O dado central da pesquisa é político no sentido esportivo: Ancelotti começa a Copa com capital de confiança. A aprovação mede a percepção pública sobre o comando da Seleção, não uma previsão de desempenho em campo. Esse ponto importa porque a pressão sobre o treinador costuma subir rapidamente quando o Brasil entra em torneios de eliminação curta.
A confiança no hexa passou de 25% em abril para 35% em junho. Ainda assim, 56% disseram não acreditar que o Brasil será campeão. Entre os cenários apontados, 23% veem uma eliminação nas quartas de final como resultado provável.
Os números desenham uma torcida mais disposta a dar crédito ao novo técnico, mas longe de tratar a Seleção como favorita absoluta. A chegada de Ancelotti, anunciada pela CBF em maio de 2025, criou uma expectativa rara em torno de um treinador estrangeiro, especialmente pelo currículo vitorioso em clubes europeus. A Copa, porém, cobra respostas em outro ritmo: pouco treino, desgaste alto e margem mínima para erro.
Estreia contra Marrocos testa o clima positivo
A estreia brasileira está prevista contra Marrocos, no MetLife Stadium, no sábado (13), às 19h, pelo horário de Brasília. O jogo dá ao técnico a primeira chance de transformar a melhora de imagem em resultado competitivo.
Para Ancelotti, a largada tem peso duplo. Uma vitória tende a consolidar o apoio registrado pela pesquisa e ampliar a sensação de que a Seleção encontrou estabilidade. Um tropeço, por outro lado, pode reabrir a distância entre aprovação pessoal do treinador e confiança real no desempenho do time.
Até aqui, o retrato é claro: Ancelotti entra na Copa mais aprovado do que estava dois meses antes, enquanto a torcida brasileira se mostra mais otimista, mas ainda dividida sobre até onde a Seleção pode chegar.











