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Tulé Peake, diretor de arte de Cidade de Deus, morre aos 69 anos

· 3 min de leitura · Atualizado em 11.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Informação foi publicada por Poder360 e O Globo, sem nota pública de familiares ou representantes até o fechamento.
  • Causa da morte, local exato e detalhes de cerimônia não tinham confirmação primária pública.
  • A data citada para a morte é terça-feira, 9, segundo a cobertura disponível.
  • Ele também é associado a Tropa de Elite e Ensaio sobre a Cegueira.
  • Nascido em São Paulo, teria começado na publicidade nos anos 1970 e migrado ao cinema em 1997.

Tulé Peake, diretor de arte e cenógrafo ligado a Cidade de Deus, morreu aos 69 anos. A morte foi divulgada nesta quarta-feira (10), com a data de terça-feira (9) indicada nas informações publicadas sobre o artista.

A causa da morte não foi divulgada. Também não há, por ora, informação pública sobre velório, sepultamento ou cerimônia de despedida.

Peake deixa um nome associado a uma das imagens mais fortes do cinema brasileiro contemporâneo. Em Cidade de Deus, lançado em 2002, a direção de arte ajudou a transformar locações, objetos, cores e texturas em parte essencial da narrativa sobre a formação da violência urbana no Rio de Janeiro.

O visual que marcou Cidade de Deus

Dirigido por Fernando Meirelles e codirigido por Kátia Lund, Cidade de Deus se tornou um dos filmes brasileiros de maior projeção internacional. A obra chegou ao Oscar com quatro indicações e consolidou uma linguagem visual que influenciou o audiovisual produzido no país nas décadas seguintes.

Nesse tipo de filme, a direção de arte não funciona como adorno. É ela que dá corpo ao tempo histórico, à geografia social e à atmosfera de cada cena. No caso de Cidade de Deus, o trabalho visual ajudou o espectador a reconhecer, quase de imediato, a passagem dos anos, a transformação do território e a tensão permanente entre infância, crime e sobrevivência.

Além de Cidade de Deus, Peake teve o nome associado a produções de grande circulação, como Tropa de Elite, e a trabalhos para séries brasileiras. Sua carreira atravessou cinema, televisão e publicidade, áreas em que a cenografia e a construção de ambientes são decisivas para dar verossimilhança à imagem.

Legado no audiovisual brasileiro

A morte de Tulé Peake chama atenção para um ofício muitas vezes menos visível ao público, mas central para a força de um filme. Diretores de arte e cenógrafos criam os espaços que os personagens habitam, definem detalhes que situam época e classe social e ajudam a transformar roteiro em experiência visual.

No caso de Peake, esse legado fica especialmente ligado a Cidade de Deus, filme que levou a estética do cinema brasileiro a um público global e permanece como referência técnica e narrativa. Detalhes sobre a despedida do artista ainda não foram divulgados.