quarta-feira, junho 10
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Política

Efraim põe Queiroga na chapa e negocia Senado com Novo

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Documentos disponíveis não trazem ata partidária nem registro oficial da composição para 2026.
  • A negociação envolve PL e Novo em torno da disputa majoritária na Paraíba.
  • Também não há confirmação pública sobre vice ou formato de agenda com Flávio Bolsonaro.
  • Pesquisa citada contextualiza a corrida ao Senado, mas não formaliza alianças partidárias.

O senador Efraim Filho (PL-PB) confirmou nesta quarta-feira (10) que o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga faz parte da articulação de sua chapa majoritária para a eleição de 2026 na Paraíba. A composição, porém, ainda passa por uma negociação paralela com o Novo para acomodar uma vaga ao Senado.

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O movimento coloca Queiroga no centro da estratégia do PL no Estado e tenta organizar, com antecedência, a disputa pelas principais posições da chapa. Na prática, Efraim sinaliza ao eleitorado e aos aliados que quer chegar ao ano eleitoral com um desenho competitivo, mas ainda depende de entendimento partidário para transformar a conversa em acordo fechado.

A diferença é importante: uma declaração política antecipa intenções e mede reações; uma chapa formal exige aval partidário, definição de nomes, convenções e registro dentro do calendário eleitoral. Até agora, a negociação com o Novo aparece como parte da construção da aliança, não como composição oficialmente concluída.

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Disputa pelo Senado pesa na montagem da aliança

Efraim tem mandato no Senado até 2031 e articula seu projeto estadual em um cenário no qual a disputa pelas vagas ao Senado tende a influenciar toda a formação da chapa. Queiroga, que comandou o Ministério da Saúde no governo Jair Bolsonaro, aparece como nome do PL nessa costura.

A negociação com o Novo entra justamente nesse ponto. O partido é citado como possível parceiro na composição, mas a definição de uma vaga ao Senado envolve cálculo eleitoral, espaço político e compromissos entre legendas. Em uma eleição majoritária, a escolha de cada nome pode alterar apoios municipais, tempo de campanha e palanques regionais.

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Pesquisa Real Time Big Data divulgada em maio mostrou o governador João Azevêdo e o senador Veneziano Vital do Rêgo à frente na corrida ao Senado na Paraíba. O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 25 e 26 de maio de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob o registro PB-03748/2026.

Esse quadro ajuda a explicar a pressa dos grupos políticos em testar nomes e alianças. A eleição para o Senado costuma reorganizar palanques porque duas vagas estarão em disputa e porque candidatos fortes podem ampliar ou limitar o alcance de uma chapa ao governo.

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Novo vira peça da costura, mas acordo ainda depende de aval

O Novo aparece na conversa como legenda capaz de completar a engenharia política em torno da vaga ao Senado. Ainda assim, a formalização depende de uma posição partidária clara e de acerto sobre o papel de cada sigla na campanha.

Também permanece sem anúncio definitivo a configuração completa da chapa, incluindo a vaga de vice. A presença de aliados nacionais do PL em agendas futuras pode reforçar o peso político da articulação, mas não substitui a etapa formal de fechamento entre partidos.

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Para Efraim, antecipar Queiroga na composição serve para marcar território dentro do campo bolsonarista e pressionar a negociação com potenciais aliados. Para o Novo, a decisão passa por medir se a entrada na aliança amplia competitividade sem reduzir o espaço próprio da legenda na eleição estadual.

O que muda agora

A confirmação de Queiroga na articulação fortalece o desenho político de Efraim para 2026, mas não encerra a montagem da chapa. O próximo passo concreto é a manifestação formal dos partidos envolvidos, com definição das posições de Senado e vice antes das convenções eleitorais.

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Até lá, a consequência prática é que a pré-campanha na Paraíba ganha um novo ponto de pressão: Efraim tenta consolidar o PL em torno de Queiroga, enquanto a negociação com o Novo dirá se a aliança terá musculatura suficiente para entrar na disputa já com a chapa majoritária encaminhada.


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