segunda-feira, junho 8
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Brasil

Opep+ amplia 188 mil barris, mas Ormuz freia preços no Brasil

Opep+ amplia oferta em 188 mil barris por dia em julho, mas gasolina e diesel no Brasil só aliviam se Ormuz estabilizar e Petrobras repassar.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A cota aprovada vale para julho e é o 4º aumento seguido do grupo em 2026.
  • Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz.
  • O mercado ainda não sabe quanto da oferta está de fato interrompida.
  • Também há dúvida sobre a capacidade de sete países entregarem o volume extra.
  • A Petrobras ainda não anunciou decisão sobre preços de combustíveis no Brasil.

Em 7 de junho, a Opep+ aprovou a alta de 188 mil barris por dia na produção de petróleo, com entrada em vigor em julho. É o quarto ajuste anunciado em 2026 e busca reduzir a pressão sobre as cotações internacionais, em um momento de preços ainda em alta.

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Sete países da organização — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — endossaram a nova meta. Em relatórios de mercado, a folga costuma aparecer arredondada em torno de 200 mil barris por dia.

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Ormuz segue sendo o filtro entre decisão e preço

O Estreito de Ormuz responde por fatia relevante do fluxo global de petróleo. Com o ambiente de segurança tenso entre os países da região, atravessá-lo ficou mais caro e mais imprevisível, elevando custo de frete e seguro. Se houver novas interrupções, o ganho de oferta pode demorar a chegar aos preços internacionais.

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Em maio, antes do anúncio, o Brent já voltava a ficar perto de US$ 120 por barril. Com a decisão em vigor, o termômetro para o mercado será a reação de Brent e WTI junto à capacidade de trânsito em Ormuz nas primeiras semanas de julho.

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Impacto no Brasil depende da cadeia de repasse

No Brasil, o efeito não é automático. Gasolina, diesel e gás de cozinha recebem o preço do barril internacional, mas também o repasse da Petrobras, custos logísticos, câmbio e carga tributária. Por isso, um anúncio global pode não virar alívio imediato na bomba.

Até agora, a Petrobras não anunciou ajuste específico relacionado à nova cota da Opep+. O que vem na sequência é acompanhar o ciclo de julho: se Ormuz atravessar o trimestre sem choques e as cotações recuarem de forma sustentada, cresce a chance de algum abrandamento no bolso; se houver novo incidente no Estreito, a pressão sobre combustíveis e inflação segue elevada.