As disputas pelos governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro chegam a este domingo (7) com pré-candidaturas abertas, alianças em negociação e lacunas sobre nomes oficiais.
O ponto comum nos três maiores colégios eleitorais é o calendário: o Tribunal Superior Eleitoral informa que o prazo final para registro de candidaturas termina em 5 de agosto de 2026. Até lá, nomes tratados como pré-candidatos ainda dependem de convenções, acordos partidários e publicação formal.
O mapa também expõe o que ainda não está respondido. Tarcísio de Freitas aparece como favorito em São Paulo, mas a reeleição não foi oficializada. Em Minas, PT e Movimento Democrático Brasileiro discutem aproximação sem critério público definido. No Rio, a saída de Cláudio Castro deixou a disputa sem pré-candidatos identificados nas fontes reunidas.
Contexto: São Paulo tem Tarcísio à frente e oposição ainda em arranjo
Em São Paulo, o quadro reúne Tarcísio de Freitas, Fernando Haddad, Kim Kataguiri e Paulo Serra, este último em negociação. Haddad deixou o Ministério da Fazenda em março de 2026, depois de ocupar o cargo desde janeiro de 2023. Em 2022, Tarcísio foi eleito governador com 55,27% dos votos no segundo turno.
A única pesquisa incluída na apuração aponta Tarcísio com 53,4% e Haddad com 37,3% em cenário de segundo turno, mas o levantamento não teve metodologia verificada no Tribunal Superior Eleitoral. Por isso, o dado deve ser tratado como sinal político, não como medida consolidada da disputa.
Reação: partidos negociam, mas não fecham alianças nos três estados
Em Minas Gerais, a reunião de 3 de junho entre Edinho Silva, Gabriel Azevedo e Baleia Rossi colocou PT e Movimento Democrático Brasileiro em conversa sobre uma possível aliança, conforme registros públicos da articulação divulgados em relato sobre a negociação em Minas. O dossiê não informa quais condições objetivas seriam exigidas para o acordo.
O estado tem Gabriel Azevedo, do MDB, e Cleitinho Azevedo, do Republicanos, entre os pré-candidatos declarados. Rodrigo Pacheco, do PSB, aparece como desistente. Romeu Zema, do Novo, é o atual governador, mas a posição oficial do partido sobre seu papel na eleição de 2026 não consta nas informações disponíveis.
No Rio de Janeiro, a situação é mais aberta. Cláudio Castro, do Partido Liberal, deixou a disputa em maio de 2026, e Ricardo Couto assumiu interinamente o governo pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A apuração não identifica pré-candidatos declarados ao Palácio Guanabara nem informa a duração do mandato tampão.
Em São Paulo, Kim Kataguiri e Paulo Serra discutem coligação e condicionam a continuidade da articulação a desempenho mínimo em pesquisas, conforme registro público da negociação paulista. O acordo, porém, não aparece formalizado.
Próximos passos: convenções começam em junho e registro fecha em agosto
O calendário eleitoral prevê início das convenções em 20 de junho, prazo em que partidos devem confirmar candidaturas e alianças. O registro no Tribunal Superior Eleitoral termina em 5 de agosto, e o horário eleitoral começa em 28 de agosto.
Até esses marcos, as principais perguntas seguem sem resposta oficial: se Tarcísio confirmará a reeleição, se o PT apoiará Gabriel Azevedo em Minas e quais nomes disputarão o governo do Rio. O PiraNOT já havia mostrado, em levantamento sobre o calendário eleitoral de 2026, que a janela entre convenções e registro é o período em que pré-candidaturas costumam virar candidaturas formais ou sair da disputa.








