Em 1º de agosto de 2025, o Ministério das Comunicações anunciou R$ 1,4 bilhão para expandir a conectividade em 552 municípios, com meta de atender 767 mil domicílios em 17 estados.
O anúncio é identificado como Projeto Expansão de Redes e tem foco na ampliação da oferta de internet residencial, com desenho distinto do antigo programa federal de banda larga.
Na base da Anatel, o Plano Nacional de Banda Larga aparece com origem em 2010 e vigência até 31 de dezembro de 2016. O cadastro disponível não registra, com esse mesmo nome, um novo ciclo PNBL 2025-2027.
Com os números divulgados, o alcance atual corresponde a cerca de 9,9% dos 5.570 municípios brasileiros e indica custo médio aproximado de R$ 1,8 mil por domicílio.
Impacto no mapa da conectividade
Há recurso, meta e cronograma anunciados, mas o material público apresenta os dados em nível agregado. Sem lista nominal dos municípios contemplados e não contemplados, fica difícil ao cidadão e às prefeituras saber, de imediato, onde a conexão começa e onde ainda não chega.
No setor educacional, a página da Anatel do Programa Banda Larga nas Escolas mostra vigência até 31 de dezembro de 2025, em trilha institucional própria e separada da expansão residencial do projeto anunciado pelo Ministério.
Na prática, o próximo marco é de governança: a política de conexão segue em movimento, e sua efetividade pública ainda depende de detalhamento territorial para que a disputa por inclusão digital deixe de ser um número global e vire realidade local.








