O Ministério da Agricultura confirmou nesta semana que o Plano Safra 2026/27 segue em torno de R$ 550 bilhões, com juros abaixo de 10% em parte das linhas, segundo o ministro André de Paula.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu R$ 623 bilhões para o ciclo, ou seja, R$ 73 bilhões a mais que o volume sinalizado pelo governo. A diferença recoloca a disputa entre ampliar o crédito rural e controlar o impacto fiscal da equalização de juros.
De 516 para 550 bilhões: muda o volume, mas não o que pesa
O Plano Safra 2025/26 foi de R$ 516 bilhões. Se os R$ 550 bilhões se confirmarem, haverá acréscimo de R$ 34 bilhões. A definição prática virá da divisão do teto entre custeio, investimento e comercialização.
Juros de um dígito dependem de equalização de juros paga pelo Tesouro, com impacto fiscal a ser coordenado com o Ministério da Fazenda. Sem esse parâmetro, não se sabe o custo final do crédito subsidiado.
Pronaf e seguro rural ainda sem valor divulgado
No texto disponível até agora, o programa Pronaf não recebeu dotação anunciada. Sem esse número, pequenos e médios produtores continuam sem referência sobre até onde chega o crédito de custeio com taxa reduzida.
No seguro rural, a CNA apresentou pedido de R$ 4 bilhões para 2026/27, enquanto o ciclo anterior operou com subvenção de R$ 565,4 milhões. O governo também prepara revisão no modelo de seguro para o novo plano, mas ainda não apresentou regra final.
Há referência de lançamento em 1º de julho, porém o ministro já havia dito em 26 de maio que a data ainda não estava fechada. O próximo passo é a publicação oficial com as regras, que é o que vai definir quem recebe quanto crédito e a que taxa.









