O desmatamento na Amazônia caiu 17% no primeiro trimestre de 2026: o Imazon calculou 348 km² de área derrubada, contra 419 km² entre janeiro e março de 2025.
A Agência Brasil repercutiu o número do Imazon e ressalta que esse monitoramento não substitui a série oficial do INPE, feita com metodologia própria no Prodes. A distinção entre os dois conjuntos de dados muda a leitura do resultado.
Na distribuição regional, o Pará apresentou recuo de 51%, enquanto Roraima foi o único estado com avanço no período. O recorte mostra melhora agregada, mas com bolsões de pressão que exigem análise territorial, não apenas nacional.
No pano de fundo, o MapBiomas registrou perda inferior a 1 milhão de hectares na Amazônia em 2025, 20,6% menor que em 2024 e o menor índice em seis anos, reforçando o sinal recente de desaceleração.
Esse recuo também repercute fora da floresta. Em meio à discussão internacional de tarifas e regras ambientais, a variação no ritmo de desmatamento entra no cálculo de risco de reputação e comércio para produtos brasileiros.
Na prática, o trimestre aponta melhora, com exceção de Roraima. O próximo marco decisivo é a consolidação da série de 2026 pelo INPE, que dará a base oficial para o diagnóstico final e para a agenda de política ambiental do ano.









