sexta-feira, junho 5
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Mundo

El País lista 94 cargos da Igreja espanhola por encobrir abusos

Relação inclui 7 cardeais e 61 bispos acusados de ocultar casos de pederastia durante décadas.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Levantamento do El País reúne denúncias e testemunhos compilados desde 2018.
  • Inclusão dos nomes não equivale a condenação judicial ou canônica.
  • Setores cobram resposta da Conferência Episcopal Espanhola e apuração independente.
  • O caso amplia pressão sobre a hierarquia católica por transparência em denúncias acumuladas.

O jornal espanhol El País publicou nesta sexta-feira (5) uma lista com 94 altos cargos da Igreja Católica na Espanha apontados por encobrir casos de pederastia. A relação inclui sete cardeais e 61 bispos acusados de ocultar abusos sexuais contra menores ao longo de décadas.

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Segundo o El País, a publicação reúne a relação completa de prelados espanhóis assinalados em denúncias e testemunhos sobre encobrimento de pederastia no clero. O jornal afirma que a lista é resultado de uma base de dados que mantém desde 2018 sobre o tema.

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A inclusão na lista não corresponde a condenação judicial ou canônica. O material trata de acusações de encobrimento, e não de sentenças contra cada nome citado, distinção relevante para os processos formais e o direito de resposta dos envolvidos.

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Cardeais e bispos no centro da acusação

Os números centrais divulgados pelo jornal são sete cardeais, 61 bispos e demais altos cargos eclesiásticos, somando 94 nomes. A reportagem sustenta que esses prelados teriam ocultado casos de abusos sexuais cometidos por padres espanhóis durante décadas.

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Na Espanha, denúncias de abusos na Igreja Católica já vinham alimentando o debate social e político nos últimos anos. A divulgação da lista nominal desloca a discussão do reconhecimento geral do problema para a responsabilidade individual de membros da cúpula que teriam tomado conhecimento dos casos.

Pressão sobre a Conferência Episcopal

A Conferência Episcopal Espanhola, entidade que representa a hierarquia católica no país, não havia se manifestado sobre a publicação. Setores que acompanham o tema cobram resposta institucional e o encaminhamento dos casos para apuração independente.

A divulgação recoloca a Igreja espanhola sob pressão para detalhar quais procedimentos canônicos serão abertos a partir das acusações e como tratará os prelados citados na reportagem.