O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a aceitar um cessar-fogo com o Hezbollah e teria chamado o premiê de “louco”, segundo reportagem publicada por O Globo nesta semana.
A cobrança americana expõe o atrito mais explícito entre os dois aliados desde o início do segundo mandato de Trump e coloca em xeque o ritmo da ofensiva israelense no Líbano. A Casa Branca e o gabinete de Netanyahu não comentaram publicamente o teor da conversa.
Apesar do desgaste, a cisão entre Trump e Netanyahu não rompeu a frente comum contra o Irã, avaliou especialista ouvido pela CNN Brasil. Para o analista, a disputa pública funciona como instrumento de pressão política sobre Jerusalém, sem desfazer a coordenação estratégica em relação a Teerã.
Hezbollah no centro da cobrança
O foco imediato da pressão americana é a guerra entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. Trump quer que Netanyahu aceite uma trégua para destravar a agenda diplomática regional, segundo o relato publicado por O Globo.
O Estado de Minas registrou que a relação entre os dois líderes vive tensão crescente em razão da guerra, com Washington insatisfeita com a duração das operações militares e o custo político da ofensiva.
Alinhamento contra o Irã preservado
A leitura de analistas é que o atrito não atinge o núcleo da relação bilateral: a contenção do Irã. Mesmo com a troca pública de farpas, Estados Unidos e Israel mantêm convergência sobre o programa nuclear iraniano e sobre a resposta a milícias aliadas a Teerã na região.
O próximo movimento depende da resposta de Netanyahu à pressão americana por trégua com o Hezbollah, que deve definir se a divergência se mantém no plano retórico ou se avança para uma revisão da cooperação militar entre os dois países.










