sexta-feira, junho 5
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Brasil

Trump pressiona Netanyahu por cessar-fogo com Hezbollah

Presidente americano teria chamado premiê israelense de 'louco' e cobrado trégua, segundo O Globo; aliança contra o Irã segue, avalia especialista à CNN.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • EUA cobram trégua com o Hezbollah e tentam reduzir o custo político da guerra.
  • Israel resiste a mudar o ritmo de sua resposta militar no conflito.
  • Analista vê pressão pública, mas não rompimento da coordenação contra o Irã.
  • Casa Branca e governo israelense ainda não divulgaram comunicado conjunto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressiona o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a aceitar um cessar-fogo com o Hezbollah e teria chamado o premiê de “louco”, segundo reportagem publicada por O Globo nesta semana.

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A cobrança americana expõe o atrito mais explícito entre os dois aliados desde o início do segundo mandato de Trump e coloca em xeque o ritmo da ofensiva israelense no Líbano. A Casa Branca e o gabinete de Netanyahu não comentaram publicamente o teor da conversa.

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Apesar do desgaste, a cisão entre Trump e Netanyahu não rompeu a frente comum contra o Irã, avaliou especialista ouvido pela CNN Brasil. Para o analista, a disputa pública funciona como instrumento de pressão política sobre Jerusalém, sem desfazer a coordenação estratégica em relação a Teerã.

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Hezbollah no centro da cobrança

O foco imediato da pressão americana é a guerra entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. Trump quer que Netanyahu aceite uma trégua para destravar a agenda diplomática regional, segundo o relato publicado por O Globo.

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O Estado de Minas registrou que a relação entre os dois líderes vive tensão crescente em razão da guerra, com Washington insatisfeita com a duração das operações militares e o custo político da ofensiva.

Alinhamento contra o Irã preservado

A leitura de analistas é que o atrito não atinge o núcleo da relação bilateral: a contenção do Irã. Mesmo com a troca pública de farpas, Estados Unidos e Israel mantêm convergência sobre o programa nuclear iraniano e sobre a resposta a milícias aliadas a Teerã na região.

O próximo movimento depende da resposta de Netanyahu à pressão americana por trégua com o Hezbollah, que deve definir se a divergência se mantém no plano retórico ou se avança para uma revisão da cooperação militar entre os dois países.