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Piracicaba (SP)

Operação da Polícia Civil investiga suposto esquema de fraudes em serviços automotivos em Piracicaba

· 2 min de leitura · Por Andrey Moral

Pontos-chave

  • O estabelecimento atraía clientes com pneus baratos e pressionava para reparos supostamente desnecessários
  • Um cliente foi cobrado R$ 12 mil apenas para trocar pneus, segundo investigações
  • Seis funcionários foram levados à delegacia e liberados após prestar depoimentos

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Unidade de Polícia Judiciária Agrupada de Piracicaba (UPJA), realizou na manhã de ontem (14) uma operação para investigar um suposto esquema de fraudes envolvendo serviços automotivos em um estabelecimento localizado na Avenida Comendador Luciano Guidotti, no bairro Higienópolis, em Piracicaba.

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Batizada de “Operação Serviço Justo”, a ação apura crimes de estelionato, associação criminosa, crimes contra a ordem tributária e crimes contra as relações de consumo. A investigação teve origem em boletins de ocorrência e outros registros relacionados ao caso.

Segundo a Polícia Civil, o estabelecimento atraía consumidores com anúncios de pneus vendidos por preços considerados atrativos. No entanto, durante o atendimento, e em alguns casos após a desmontagem de partes dos veículos, clientes eram informados sobre supostos problemas mecânicos e convencidos a autorizar reparos e substituições de peças possivelmente desnecessários.

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De acordo com as investigações preliminares, funcionários utilizavam argumentos ligados à segurança dos veículos para justificar a realização dos serviços e a cobrança de valores elevados, causando prejuízos financeiros às vítimas.

Um dos casos investigados aponta que um cliente procurou o estabelecimento apenas para trocar pneus, mas acabou recebendo uma cobrança de aproximadamente R$ 12 mil. Em outro relato, uma vítima afirmou que o serviço inicialmente orçado em R$ 500 terminou em uma cobrança de R$ 5.600 após a substituição de diversas peças.

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Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram recolhidos documentos, celulares, computadores e outros materiais considerados importantes para a investigação. Os itens serão analisados pelo Instituto de Criminalística.

O gerente, dois vendedores, dois mecânicos e outro funcionário foram levados à unidade policial para prestar esclarecimentos e posteriormente liberados após depoimentos.

A Polícia Civil também apurou que parte dos funcionários já havia trabalhado em outro estabelecimento do mesmo ramo, anteriormente alvo de operação policial em Piracicaba por fatos semelhantes. Alguns deles relataram que passaram a atuar no atual comércio após uma ação policial realizada em dezembro do ano passado.

As investigações seguem em andamento para identificar possíveis responsabilidades e o número total de vítimas envolvidas no caso.

Foto: Polícia Civil
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