sábado, 18 de julho de 2026
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Presidente americano descarta resposta iraniana que pedia fim total da guerra e suspensão de sanções; impasse eleva risco de escalada

Trump rejeita resposta do Irã à proposta de cessar-fogo e classifica como ‘totalmente inaceitável’

Presidente americano descarta resposta iraniana que pedia fim total da guerra e suspensão de sanções; impasse eleva risco de escalada

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Trump rejeitou proposta do Irã como “totalmente inaceitável” em post na Truth Social
  • Irã exigiu fim total da guerra, garantias contra ataques e suspensão de sanções por 30 dias
  • Conflito já deixou mais de 5.000 mortos desde 28 de fevereiro, segundo a Reuters
  • Ao menos 1.332 civis iranianos morreram, conforme embaixador do Irã na ONU
  • Casa Branca confirma 13 soldados americanos mortos em ataques iranianos diretos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste dia 10 a resposta do Irã à proposta americana de cessar-fogo, classificando-a como “totalmente inaceitável”. A declaração, feita em sua rede social Truth Social, sinaliza que as negociações para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro permanecem em impasse, enquanto o número de mortos já ultrapassa 5.000, segundo dados compilados pela agência Reuters.

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“A resposta do Irã à nossa proposta de paz é totalmente inaceitável. Eles não estão falando sério sobre acabar com essa guerra”, escreveu Trump, sem detalhar quais pontos considerou inaceitáveis. A Casa Branca não divulgou uma contraproposta, mantendo o cenário de incerteza.

O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, com um ataque coordenado de forças dos EUA e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, conforme reportado pela agência de notícias oficial iraniana Tasnim. Desde então, os combates se intensificaram, envolvendo ataques aéreos, navais e terrestres em múltiplas frentes.

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A proposta original dos EUA, apresentada há cerca de duas semanas, previa um cessar-fogo temporário para permitir negociações mais amplas. O Irã, no entanto, respondeu com exigências que vão além de uma trégua. De acordo com a agência Tasnim e confirmado por fontes como CNN Brasil e G1, a contraproposta iraniana inclui:

– Fim total da guerra em todas as frentes; – Garantias formais contra novos ataques; – Suspensão por 30 dias das sanções da OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) sobre as vendas de petróleo iraniano; – Fim do bloqueio naval após a assinatura de um entendimento inicial; – Liberação de ativos iranianos congelados no exterior.

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Este último ponto foi mencionado apenas pela Tasnim, indicando uma demanda que pode ser central nas negociações. A CNN Brasil destacou que a proposta iraniana foi entregue por intermédio da Suíça, que representa os interesses americanos em Teerã.

Impasse diplomático e exigências máximas

A rejeição imediata de Trump, sem abertura para discussão, preocupa analistas internacionais. “Isso mostra que não há um canal de negociação real neste momento”, avalia um diplomata europeu que acompanha as conversas. “Cada lado está apresentando condições máximas, e a confiança é zero.”

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O custo humano do impasse é alarmante. Em 2 de abril, a Reuters compilou dados indicando mais de 5.000 mortos no conflito, incluindo combatentes e civis. O Ministério da Saúde do Irã reportou, em 8 de março, mais de 1.200 civis mortos apenas no primeiro mês de guerra. O embaixador do Irã na ONU, em pronunciamento no Conselho de Segurança em 6 de março, confirmou 1.332 civis mortos, número que ele atribuiu aos bombardeios de EUA e Israel.

Do lado americano, a Casa Branca confirmou à agência Tasnim que ao menos 13 soldados dos EUA morreram em ataques iranianos diretos. O Pentágono não divulga números atualizados regularmente, mas estimativas independentes sugerem que as baixas militares americanas podem ser maiores.

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Impacto econômico e tensões regionais

A guerra também tem impacto econômico global. O bloqueio naval ao Irã, que controla o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, elevou os preços do barril a patamares não vistos desde a crise de 2008. O pedido iraniano de suspensão das sanções da OFAC por 30 dias visa justamente aliviar a pressão sobre sua economia, mas esbarra na resistência de Washington.

Enquanto isso, a viagem de Trump à China, prevista para as próximas semanas, pode ser afetada pelo clima de guerra, como destacou o jornal Valor Econômico. Pequim, que mantém laços comerciais e militares com o Irã, tem evitado condenar diretamente os ataques americanos, mas já sinalizou desconforto com a escalada.

Sem avanços diplomáticos, a perspectiva é de intensificação dos combates. Israel continua realizando incursões no sul do Líbano e na Síria, enquanto os EUA mantêm porta-aviões no Golfo Pérsico. “A rejeição de Trump pode ser uma estratégia para forçar o Irã a ceder, mas também corre o risco de prolongar uma guerra que já é devastadora”, conclui o analista do International Crisis Group.

Vídeo via YouTube

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