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Brasil

Menina de 9 anos morre envenenada com chumbinho em arroz; padrasto e mãe são indiciados

Weslenny Rosa Lima, 9 anos, morreu após ingerir arroz contaminado com terbufós; padrasto e mãe foram indiciados.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias
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Uma menina de 9 anos morreu envenenada após ingerir arroz contaminado com chumbinho em Alto Horizonte (GO). O irmão dela, de 8 anos, também comeu o alimento e sobreviveu após ficar uma semana na UTI. A Polícia Civil de Goiás indiciou o padrasto e a mãe por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

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O crime ocorreu no dia 27 de março de 2026, durante o jantar da família. Segundo a polícia, o veneno foi colocado dentro da panela, misturado ao arroz já cozido. Nem o padrasto nem a mãe consumiram o alimento, o que levantou suspeitas imediatas.

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A investigação apontou que o padrasto agiu com premeditação. A mãe, embora não tenha participado diretamente, sabia do risco e não impediu o crime, segundo a delegada responsável.

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A dinâmica do envenenamento

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Weslenny Rosa Lima morreu após ingerir arroz contaminado com terbufós — agrotóxico conhecido como chumbinho — no jantar do dia 27 de março. O irmão dela, de 8 anos, sobreviveu após uma semana internado na UTI.

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“Ela teve ciência do perigo e se omitiu”, declarou o delegado responsável, em referência à omissão da mãe. A polícia concluiu que o veneno foi colocado dentro da panela, misturado ao arroz já cozido.

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O casal foi indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. O padrasto foi preso preventivamente; a mãe, inicialmente tratada como vítima, passou a ser investigada como coautora após contradições em depoimentos.

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Indiciamentos e motivação

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A Polícia Civil de Goiás indiciou o padrasto por feminicídio triplamente qualificado (consumado) e tentativa de homicídio contra o irmão da vítima. A mãe foi indiciada pelos mesmos crimes, mas na modalidade de omissão imprópria.

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Segundo a delegada responsável, “ela tinha conhecimento de que o padrasto pretendia matar as crianças e nada fez para evitar”. A investigação concluiu que o veneno foi colocado dentro da panela, o que caracteriza premeditação.

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Havia histórico de ameaças do padrasto contra as crianças, o que reforça a tese de dolo. O padrasto foi preso preventivamente; a mãe, que inicialmente foi tratada como vítima, passou a ser investigada como coautora.

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Contexto de violência doméstica e venda ilegal de chumbinho

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O caso expõe a gravidade da venda ilegal de terbufós, agrotóxico usado como raticida e conhecido como chumbinho. A Polícia Civil de Goiás informou que o padrasto já havia ameaçado as crianças anteriormente, configurando violência doméstica como pano de fundo.

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“Ele já tinha histórico de ameaças contra as crianças, e a mãe sabia disso” — Delegada da Polícia Civil de Goiás.

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A venda ilegal do agrotóxico é um problema recorrente no país. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o terbufós é proibido para uso doméstico, mas continua sendo comercializado clandestinamente. O caso reacende o debate sobre o controle desse tipo de substância.

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