quinta-feira, 23 de julho de 2026
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Economia

Ibovespa cai 0,46% com bancos em baixa; Brent a US$ 100 puxa Petrobras

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O barril de Brent para setembro fechou a US$ 100,69, alta de 7,04%, após ameaças de Trump de ataque ao Irã.
  • O dólar comercial encerrou a R$ 5,084, em alta, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana.
  • O volume financeiro do pregão na B3 somou R$ 18 bilhões.
  • Itaú e Bradesco figuraram entre as maiores pressões negativas do Ibovespa.
  • O Nasdaq caiu com balanços de big techs como Alphabet, que geraram incertezas sobre investimentos em inteligência artificial.

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (23) em queda de 0,46%, aos 176.723 pontos, pressionado pelo recuo das ações de bancos, enquanto a Petrobras subiu com a disparada do petróleo Brent para acima de US$ 100 o barril.

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O principal índice da B3 foi arrastado para baixo pelo setor financeiro, com Itaú e Bradesco entre as maiores influências negativas, em um dia de forte aversão global ao risco. Na outra ponta, Petrobras e Vale deram sustentação parcial ao índice, mas não evitaram o fechamento negativo.

Na contramão dos bancos, as ações da Petrobras avançaram, refletindo a escalada do petróleo. O contrato do Brent para setembro fechou a US$ 100,69, alta de 7,04%, em meio a ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de retaliação ao Irã e aos houthis do Iêmen por ataques a navios sauditas no Mar Vermelho.

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Tensão no Oriente Médio eleva petróleo e amplia aversão ao risco

A alta do petróleo reacendeu temores de interrupção no fornecimento global. As ameaças de Trump elevaram a percepção de risco sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo, e reforçaram a busca por ativos considerados mais seguros.

Esse movimento, no entanto, penalizou as ações de bancos e empresas cíclicas. A aversão ao risco também atingiu as bolsas americanas: o Nasdaq recuou pressionado por balanços de big techs como Alphabet, divulgados na véspera, que levantaram dúvidas sobre gastos com inteligência artificial. O dólar comercial subiu 0,65%, a R$ 5,084, refletindo a busca por segurança.

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A crise entre EUA e Irã já vinha colocando o petróleo no centro do risco inflacionário global. Com o Brent acima de US$ 100, a pressão sobre os custos de energia se intensifica e entra diretamente no radar de investidores expostos a câmbio, combustíveis e juros.

Petróleo mais caro pressiona câmbio, inflação e juros

A alta do petróleo tem efeito direto sobre a economia brasileira. Além de impulsionar as receitas da Petrobras, ela pressiona os preços dos combustíveis e, por tabela, a inflação. O Banco Central monitora o repasse do dólar e do petróleo para os índices de preços, movimento que pode reduzir o espaço para cortes na taxa Selic.

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O dólar a R$ 5,084 e os juros futuros em alta refletem a expectativa de que o BC terá de manter a política monetária restritiva por mais tempo se a pressão externa contaminar os preços domésticos. Para a bolsa, esse ambiente costuma pesar especialmente sobre bancos, varejistas e companhias dependentes de crédito.

Para o consumidor, o barril a US$ 100 pode significar novos reajustes nos combustíveis, caso a Petrobras repasse a alta internacional. A estatal, no entanto, tem adotado uma política de preços que busca evitar volatilidade excessiva, o que torna o ritmo de eventual repasse uma das principais variáveis para inflação e expectativas.

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Mercado observa Petrobras, BC e escalada militar

Os próximos pregões tendem a depender da combinação entre petróleo, câmbio e percepção de risco global. Qualquer sinal de bloqueio no Estreito de Ormuz pode levar o petróleo a níveis ainda mais altos e ampliar a pressão sobre ativos brasileiros.

No mercado doméstico, investidores acompanham a reação da Petrobras ao petróleo mais caro e as sinalizações do Banco Central sobre inflação e juros. Por enquanto, o fechamento desta quinta mostra uma bolsa dividida: commodities ajudam exportadoras, mas a aversão ao risco pesa sobre o conjunto do Ibovespa.


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