A Seleção Brasileira começa a Copa do Mundo de 2026 com um torcedor menos desconfiado do que há dois meses, mas ainda longe de uma onda nacional de otimismo. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (11) mostra que 35% dos brasileiros acreditam no hexacampeonato, enquanto 53% acham que o Brasil não ganhará o torneio.
O número traduz um clima ambíguo em torno da equipe: a confiança cresceu, mas a descrença continua majoritária. Em abril, a mesma série registrava 25% de brasileiros confiantes no título. A alta de 10 pontos percentuais indica melhora na percepção sobre a Seleção às vésperas da estreia, sem mudar o sinal principal da pesquisa.
Torcedor melhora a expectativa, mas não vira maioria
O avanço de 25% para 35% dá peso esportivo ao início do ciclo de Carlo Ancelotti em Copa do Mundo. A chegada do treinador aumenta a atenção sobre a Seleção e reorganiza parte da esperança do torcedor, mas o levantamento separa aprovação ao técnico de confiança automática no título.
Ancelotti aparece com 58% de aprovação, índice superior ao percentual de brasileiros que apostam no hexa. A diferença sugere que parte do público aprova o comando técnico, mas ainda não vê o Brasil como favorito suficiente para encerrar o jejum iniciado após o penta de 2002.
Na prática, a pesquisa mostra uma Seleção em reconstrução de credibilidade. O torcedor reconhece sinais de melhora, acompanha a mudança no banco de reservas e entra na Copa mais interessado, mas mantém cautela diante de um torneio em que desempenho recente, elenco e adversários pesam na avaliação.
Nordeste aparece como região mais otimista
Entre os recortes regionais divulgados, o Nordeste concentra o maior percentual de confiança no título, com 41% de respostas favoráveis ao hexa. O índice fica acima da média nacional e mostra que o humor em torno da Seleção não é uniforme no país.
Mesmo com esse pico regional, a leitura geral segue negativa para a ambição máxima do Brasil. A maioria dos entrevistados não aposta no sexto título mundial, e o grupo dos confiantes ainda representa pouco mais de um terço da população.
Copa coloca a percepção à prova
A divulgação ocorre no início da Copa de 2026, momento em que a expectativa estatística passa a disputar espaço com o desempenho em campo. A primeira sequência de jogos do Brasil tende a pesar diretamente sobre a próxima fotografia de humor do torcedor.
A divulgação da pesquisa não informa a margem de erro. Por ora, o retrato é claro: a confiança no hexa cresce, Ancelotti chega aprovado, mas a Seleção estreia sob maioria descrente e precisa transformar melhora de ambiente em resultado.











