O homem acusado de matar a jovem Geniane Pereira, de 20 anos, em Pontal, no interior de São Paulo, afirmou à Polícia Civil que o crime teria sido motivado por vingança. Segundo o investigado, de 53 anos, ele decidiu atacar a vítima após ter sido chamado de “velho safado”, expressão que, segundo ele, o deixou profundamente revoltado.
A declaração foi feita durante depoimento prestado às autoridades. Preso desde o crime, o acusado tornou-se réu no processo em maio deste ano e responderá judicialmente pelo homicídio.
Em seu relato, o homem afirmou que não conseguiu esquecer o episódio e que ficou remoendo as palavras atribuídas à jovem. “Fiquei só lembrando o que ela tinha falado para mim. Eu ajudei a menina, eu nem conheço a menina e ajudei, e agora eu sou o velho safado”, declarou durante o interrogatório.
No entanto, testemunhas ouvidas pela Polícia Civil apresentaram uma versão diferente. Segundo os relatos, Geniane vinha sendo alvo de assédio por parte do investigado e não correspondia às investidas dele. O acusado negou as acusações e sustentou que não perseguia a jovem.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu na manhã do dia 24 de abril. Geniane seguia para o trabalho acompanhada de uma amiga quando foi surpreendida pelo agressor.
A Polícia Civil concluiu que o suspeito teria planejado uma emboscada. Ele permaneceu em uma esquina aguardando a passagem da vítima e, ao avistá-la, se aproximou rapidamente antes de iniciar o ataque.
Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação. Nas gravações, é possível ver o momento em que o homem se aproxima das duas jovens e desfere golpes de faca contra Geniane em plena via pública. A amiga que a acompanhava não ficou ferida.
A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A morte da jovem causou forte comoção na cidade e gerou indignação nas redes sociais, onde amigos e familiares prestaram homenagens e pediram justiça.
O Ministério Público acompanha o caso, enquanto a Polícia Civil segue reunindo elementos para esclarecer todos os detalhes do crime. O acusado permanece preso à disposição da Justiça.











