O corpo de Wemerson Rodrigues Costa, 41 anos, motorista de aplicativo, foi encontrado carbonizado dentro de um Fiat Cronos branco na Rua Cristal, bairro Parque Novo Ceasa, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na manhã de sexta-feira (5). Moradores acionaram os bombeiros ao avistar o veículo em chamas. O corpo estava irreconhecível.
Wemerson havia desaparecido na noite de quinta-feira (4), por volta das 20h, quando saiu para trabalhar. O carro era alugado de uma locadora e estava em seu nome para uso como veículo de aplicativo. A identificação foi possível porque o irmão reconheceu o veículo e um relógio encontrado próximo ao corpo — com os ponteiros parados às 3h30.
Munição encontrada aponta para latrocínio
Agentes da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) encontraram uma munição calibre .38 próxima ao corpo. A suspeita das autoridades é de latrocínio — roubo seguido de morte. A investigação foi aberta para apurar autoria e motivação do crime. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso.
A identidade da vítima ainda aguarda confirmação oficial pelo Instituto Médico Legal (IML), dependente dos resultados da necropsia, em razão do avançado estado de carbonização do corpo.
Motoristas de aplicativo: alvo frequente de latrocínio
O caso de Wemerson se soma a uma série de crimes contra motoristas de aplicativo registrados em Minas Gerais e no Brasil. A categoria é frequentemente alvo de criminosos que utilizam corridas falsas para roubar o veículo. A ausência de câmeras obrigatórias nos carros e a falta de rastreamento em tempo real pela plataforma são apontadas por entidades representativas como lacunas de segurança.










