segunda-feira, junho 8
Publicidade
23804

PF e PGR retomam nova delação de Vorcaro para levar ao STF

Segunda proposta foi entregue após rejeição em maio; reunião de 3 de junho foi cancelada e órgãos pediram mais prazo para analisar a negociação.

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Nova proposta foi enviada entre 1º e 2 de junho, após rejeição da primeira versão em maio.
  • Investigadores avaliam se os anexos trazem provas inéditas ou repetem relatos já conhecidos.
  • PGR mantém a análise em aberto enquanto a PF ainda não formalizou eventual parecer negativo.
  • Caso envolve o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, e prejuízo estimado em R$ 60 bilhões.

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, protocolou entre 1º e 2 de junho nova versão de sua delação premiada. A versão entregue em maio não avançou na revisão inicial e voltou para correção; nesta nova remessa, ele trouxe anexos e detalhamentos para suprir lacunas apontadas pelos próprios exames anteriores.

Publicidade

Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República retomaram a análise e mantêm o crivo em dois níveis: consistência jurídica e consistência documental. Sem a validação técnica conjunta, a delação não avança para a etapa de homologação perante o Supremo Tribunal Federal.

Publicidade

O pano de fundo continua no caso Banco Master, com liquidação extrajudicial já decretada pelo Banco Central e investigação de alegadas irregularidades e operações financeiras controversas associadas ao grupo.

Publicidade

Menções a nomes políticos voltam ao centro da investigação

Na nova versão, Vorcaro cita novamente Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro em supostos repasses e vínculos. Em delação premiada, esse tipo de menção abre trilha investigativa e precisa de robustez probatória externa para virar acusação formal.

Publicidade

Até o momento, não há manifestação pública dos nomes citados. O efeito prático é direto: com parecer favorável de PF e PGR, o material segue ao STF; se houver exigência de novos ajustes, a tramitação permanece no exame desses órgãos, sem mudança imediata no patamar decisório do Supremo.