Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, protocolou entre 1º e 2 de junho nova versão de sua delação premiada. A versão entregue em maio não avançou na revisão inicial e voltou para correção; nesta nova remessa, ele trouxe anexos e detalhamentos para suprir lacunas apontadas pelos próprios exames anteriores.
Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República retomaram a análise e mantêm o crivo em dois níveis: consistência jurídica e consistência documental. Sem a validação técnica conjunta, a delação não avança para a etapa de homologação perante o Supremo Tribunal Federal.
O pano de fundo continua no caso Banco Master, com liquidação extrajudicial já decretada pelo Banco Central e investigação de alegadas irregularidades e operações financeiras controversas associadas ao grupo.
Menções a nomes políticos voltam ao centro da investigação
Na nova versão, Vorcaro cita novamente Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro em supostos repasses e vínculos. Em delação premiada, esse tipo de menção abre trilha investigativa e precisa de robustez probatória externa para virar acusação formal.
Até o momento, não há manifestação pública dos nomes citados. O efeito prático é direto: com parecer favorável de PF e PGR, o material segue ao STF; se houver exigência de novos ajustes, a tramitação permanece no exame desses órgãos, sem mudança imediata no patamar decisório do Supremo.







