A Polícia Federal avalia incluir Daniel Vorcaro em pedido de difusão prateada da Interpol para localizar ativos e movimentações no exterior associados à Operação Compliance Zero. A medida, ainda em análise, buscaria ampliar a investigação patrimonial para uma malha internacional de cooperação.
Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, é investigado no caso por supostas irregularidades financeiras. A apuração também registra fluxos ligados ao projeto do filme Dark Horse, sem que haja cifra oficial divulgada.
Difusão prateada: foco em bens, não em prisão
Na prática, a difusão prateada da Interpol é usada para o rastreamento de bens, contas e outros ativos financeiros. Diferente da difusão vermelha, que mira pessoas procuradas, esse instrumento permite alertar países parceiros e viabilizar medidas de preservação ou bloqueio de patrimônio, conforme a legislação de cada jurisdição.
O caso teria sido tratado no formato de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos, dentro de um arranjo que testa esse tipo de pedido para rastreamento patrimonial no exterior.
O que falta para virar pedido concreto
O avanço não é automático. A Procuradoria-Geral da República precisa analisar a iniciativa e o Supremo Tribunal Federal autorizar a via jurídica para pedidos internacionais. Também ficam em aberto, por ora, os países priorizados e os ativos específicos a serem apontados.
Em paralelo, houve nova proposta de delação apresentada por Vorcaro em junho, após a rejeição de uma versão anterior. Isso, por si só, não muda seu status de investigado na operação.
Se o pedido for deferido, o próximo passo é converter o alerta em solicitações operacionais de busca e eventual bloqueio de patrimônio fora do país, com impacto direto sobre a recuperação de ativos.











