Ataques russos com mísseis e drones contra Kyiv e Dnipro mataram entre 13 e 22 pessoas e deixaram até 100 feridos, segundo autoridades ucranianas citadas pela BBC nesta quarta-feira (3). Equipes de resgate ainda retiravam corpos de prédios residenciais destruídos no fim da manhã.
Dnipro concentra o maior número confirmado de vítimas, com 16 mortos, entre eles um menino de 8 anos e três mulheres retirados de blocos residenciais atingidos. Em Kyiv, o balanço varia entre 4 e 7 mortos, com 18 apartamentos destruídos.
A divergência no total nacional é o ponto central da atualização. Os números oficiais disponíveis indicam ao menos 13 mortos e podem chegar a 22, com 80 a 100 feridos, conforme balanços parciais divulgados pelas autoridades locais enquanto as buscas continuam.
O Ministério da Defesa da Rússia é apontado como responsável pelos ataques, mas até a publicação desta reportagem não havia posição oficial detalhada de Moscou sobre os alvos atingidos nem justificativa documentada para a destruição de áreas residenciais. O espaço para contraditório segue aberto.
Ofensiva volta logo após trégua de maio
A nova onda de ataques ocorre semanas após o cessar-fogo de três dias declarado entre 9 e 11 de maio. Em 15 de maio, um bombardeio em Kyiv já havia matado 24 pessoas, reabrindo o ciclo de ofensivas contra centros urbanos.
Em 1º de junho, o presidente Volodymyr Zelensky alertou para a iminência de um novo ataque em larga escala. No dia seguinte, mísseis e drones atingiram Dnipro e Kyiv, no padrão descrito no dossiê de ofensivas russas contra infraestrutura civil logo após períodos de pausa.
A guerra também tem transbordado para países vizinhos. Em maio, um drone russo atingiu um prédio residencial na Romênia, episódio acompanhado pela cobertura anterior do PiraNOT. Nesta atualização, o foco volta ao território ucraniano e ao balanço ainda instável de vítimas civis.
Balanço final depende do avanço das buscas
Cerca de 1.500 socorristas atuavam nos locais atingidos, segundo o dossiê. O contingente explica por que o número de mortos deve subir à medida que escombros forem removidos e novas vítimas, identificadas.
A próxima etapa verificável é a consolidação oficial dos mortos e feridos por cidade. Ainda falta divulgação detalhada sobre o cessar-fogo anunciado nesta quarta-feira (3) — alcance, duração e eventual adesão das partes envolvidas seguem sem documentação pública.











