O surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC), detectado no início de maio de 2026 no município de Mongbwalu, na província de Ituri, já contabiliza 131 mortes e 513 casos suspeitos, conforme dados divulgados pelas autoridades congolesas nesta terça-feira (19).
A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre a velocidade da expansão do vírus, que pode estar se espalhando mais rapidamente do que o esperado, segundo relatório divulgado em maio de 2026. A médica da OMS responsável pelo monitoramento avaliou que a situação exige atenção especial devido à rapidez da disseminação.
O vírus Ebola é um agente infeccioso grave, identificado desde a década de 1970 na África Central. A RDC é o país com o maior histórico de surtos, incluindo o maior já registrado entre 2018 e 2020, que causou mais de 2.200 mortes. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, vômito e outras secreções, além da transmissão zoonótica por meio do contato com animais nativos da África, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, conforme explica o Ministério da Saúde do Brasil.
Quatro dos cinco subtipos conhecidos do vírus têm hospedeiros animais nativos africanos. A cepa associada ao surto atual foi descrita pela BBC como rara, embora ainda não tenha sido oficialmente nomeada pelas autoridades de saúde. Além disso, a região afetada está em uma zona de conflito armado, o que dificulta as ações de contenção.
Até o momento, o Ministério da Saúde brasileiro mantém seus protocolos de vigilância para o Ebola, sem informações oficiais sobre reforço nas fiscalizações em aeroportos ou portos do país em decorrência do surto na RDC.










