O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (19) por 50 votos a 47 o avanço de uma resolução que obriga o presidente Donald Trump a obter autorização do Congresso para continuar a guerra contra o Irã.
A medida, conhecida como Resolução de Poderes de Guerra, foi aprovada em votação realizada em 19 de maio de 2026, segundo o Senado dos EUA, e exige que Trump encerre as operações militares no Irã caso não receba aval legislativo formal para prosseguir. Esta é uma rara repreensão ao presidente norte-americano, que tradicionalmente detém amplos poderes para conduzir ações militares.
O resultado da votação evidenciou uma divisão significativa no Partido Republicano, com quatro senadores dissidentes, incluindo Bill Cassidy da Louisiana, que votou a favor da resolução pela primeira vez após ter perdido a primária republicana no fim de semana anterior, em meio a uma campanha marcada por ataques do próprio Trump. A dissidência republicana e o apoio quase unânime dos democratas refletem um desgaste político interno e crescente pressão para encerrar o envolvimento militar no Irã, segundo análise desta redação baseada em fontes como Reuters e Al Jazeera.
Divisão no Senado e precedentes legislativos
A Resolução de Poderes de Guerra, criada em 1973 para limitar a capacidade do presidente dos EUA de engajar forças militares sem aprovação do Congresso por mais de 60 dias, raramente avança no Senado — esta foi a oitava tentativa, após sete votações anteriores fracassadas. O placar apertado de 50 a 47 demonstra a relevância política atual do tema, especialmente diante do conflito em curso no Irã.
Embora a votação tenha avançado a resolução, ela ainda precisa passar por etapas finais no Congresso para se tornar efetiva. A CBS News informou que esta foi a primeira vez que o Senado avançou uma medida desse tipo contra Trump, destacando a importância do placar e a resistência tradicional do Legislativo em restringir o Executivo.
Próximos passos legislativos
A resolução seguirá para votação final no Senado e, caso aprovada, para a Câmara dos Representantes (House of Representatives), com calendário ainda a ser definido. Só então seguiria para sanção ou veto presidencial. Caso o presidente Trump vete a medida, seriam necessários 2/3 dos votos em cada câmara do Congresso para derrubar o veto — cerca de 67 no Senado e cerca de 290 na Câmara dos Representantes — número atualmente inalcançável. A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário desta redação até o fechamento, mas fontes como Reuters e Axios confirmam a oposição da administração Trump à resolução.
Como informou o PiraNOT em 20 de maio, Trump participará da cúpula do G7 na França em junho, evento que ocorre em meio a tensões sobre o Irã e tarifas comerciais, cenário que pode influenciar futuras decisões sobre o conflito.










