Nesta terça-feira (19), um jato da NATO abateu um drone de aparente origem ucraniana sobre o sul da Estônia, marcando a primeira vez que a força foi empregada contra um drone em território estoniano, confirmou o ministro da Defesa Hanno Pevkur.
O incidente ocorreu durante uma patrulha aérea conjunta com a Força Aérea da Suécia, que apoiava o monitoramento e a segurança do espaço aéreo báltico. Segundo Pevkur, esta foi a primeira interceptação cinética de um drone dentro do território da Estônia, um marco na escalada das tensões na região.
A Ucrânia atribuiu o desvio do drone para o espaço aéreo estoniano a uma interferência eletrônica russa, conhecida como jamming, embora essa versão ainda não tenha sido confirmada de forma independente. A origem ucraniana do veículo aéreo não tripulado é considerada aparente, pois os destroços ainda não foram analisados publicamente.
O episódio ocorre num contexto de aumento das violações do espaço aéreo nos países bálticos, onde drones têm sido usados na escalada do conflito entre Rússia e Ucrânia, especialmente em ataques a instalações petrolíferas russas na região. Até então, as respostas das forças da NATO limitavam-se ao monitoramento e acompanhamento dos drones, sem ações de abate.
O governo estoniano não divulgou a nacionalidade do jato interceptador, e a NATO não emitiu comunicado oficial até o momento. A ausência de confirmação sobre a origem do drone e a causa do desvio mantém o episódio em uma zona de incertezas diplomáticas, com potenciais impactos na postura dos países ocidentais em relação ao conflito e nas negociações internacionais.










