Foram presas na noite de ontem (13), em São Paulo, a madrasta e avó paterna de Kratos Douglas, de 11 anos, encontrado morto com sinais de tortura.
As duas admitirem envolvimento e conhecimento da privação de liberdade da criança, que era mantida acorrentada dentro da própria residência. O pai da criança já havia sido preso na última segunda-feira (11).
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) já havia sinalizado no início da semana que os familiares que tinham conhecimento da situação estavam sob o escopo da investigação.
Em depoimento logo após a descoberta do corpo, a madrasta e avó admitiram às autoridades que sabiam que o menino era mantido preso ao pé da cama com uma corrente de metal. As acusadas tentaram justificar a violência alegando que o método era utilizado apenas para evitar que o menor fugisse de casa.
Porém, segundo o relato da própria madrasta à polícia, a avó também era uma das responsáveis por prender as correntes na criança. A avó, por sua vez, declarou que o neto apresentava extrema magreza devido às fugas e confirmou que as lesões aparentes nas pernas do menino eram, de fato, causadas pelo uso das correntes.
No dia da morte, as mulheres relataram que o menino estava “molinho”, sem reação e debilitado, acionando o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) apenas após o agravamento agudo de seu estado de saúde. As investigações continuam por parte da Polícia Civil.











