domingo, julho 5
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Polícia

PF prende líder do Comando Vermelho na Bolívia com atuação na Bahia e no Rio

Líder da facção foi localizado na Bolívia com a esposa; ele era apontado como elo entre o tráfico interestadual e rotas internacionais de cocaína

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Líder do Comando Vermelho foi preso em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia
  • Ele atuava simultaneamente na Bahia e no Rio de Janeiro, funcionando como elo logístico
  • A esposa do criminoso também foi detida durante a operação
  • A cidade boliviana é rota estratégica da cocaína para o Brasil e Europa
  • O preso será extraditado e responderá por tráfico internacional e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal prendeu, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, um dos líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) que tinha atuação simultânea nos estados da Bahia e do Rio de Janeiro. A esposa do criminoso também foi detida durante a operação.

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O homem, cujo nome não foi divulgado, era considerado foragido e utilizava o território boliviano como refúgio. A prisão ocorreu em uma ação da PF que contou com apoio de autoridades locais, em um desdobramento de investigações que miram a expansão interestadual da facção.

Segundo a Polícia Federal, o preso exercia papel estratégico na organização: coordenava o abastecimento de drogas em comunidades da Bahia e, ao mesmo tempo, mantinha vínculos diretos com fornecedores no Rio de Janeiro, berço histórico do CV. A cidade de Santa Cruz de La Sierra é apontada por agências de segurança como ponto de passagem da cocaína produzida na região andina com destino ao Brasil e à Europa.

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Elo entre o tráfico no Nordeste e as rotas da cocaína

A dupla atuação interestadual chamou a atenção dos investigadores. “Ele operava como uma ponte entre os dois estados, o que ampliava a capacidade logística da facção”, afirmou um delegado envolvido na apuração. A esposa do líder também é investigada por participação em movimentações financeiras ilícitas.

O Comando Vermelho expandiu sua presença no Nordeste nos últimos anos, disputando territórios com outras facções. A prisão na Bolívia revela a dimensão transnacional dos negócios da organização, que se aproveita de fronteiras porosas para escapar da Justiça brasileira.

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A operação faz parte de um esforço contínuo da PF para descapitalizar lideranças do tráfico e interromper fluxos financeiros. O preso será transferido para o Brasil nos próximos dias, onde responderá por tráfico internacional de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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