sexta-feira, julho 3
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Daniel Barbosa Marinho, GCM de Campinas há 22 anos, efetuou disparos com pistola funcional após discussão; ele foi preso em flagrante por feminicídio.

Guarda municipal usa arma funcional para matar esposa na própria festa de casamento

Daniel Barbosa Marinho, GCM de Campinas há 22 anos, efetuou disparos com pistola funcional após discussão; ele foi preso em flagrante por feminicídio.

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Guarda municipal usou pistola da corporação para matar a esposa na festa de casamento.
  • Crime ocorreu após discussão banal; agressor foi contido, mas voltou armado.
  • Feminicídios em SP cresceram 41% no primeiro trimestre de 2026.
  • Guarda Municipal de Campinas não tinha protocolos contra violência doméstica.

Um agente da Guarda Municipal de Campinas usou a arma fornecida pelo Estado para executar a esposa durante a própria festa de casamento, na madrugada de 10 de maio. Daniel Barbosa Marinho, de 44 anos, efetuou diversos disparos contra Nájylla Duenas Nascimento após uma discussão que começou ainda na pista de dança. O crime expõe a falha nos mecanismos de controle de violência doméstica dentro das forças de segurança.

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A celebração ocorria em uma chácara na região de Campinas quando, conforme a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), uma briga entre o casal evoluiu para agressão física. Testemunhas relataram que Marinho deu tapas e socos na esposa e, mesmo contido por convidados, deixou o local.

Minutos depois, ele retornou com a pistola funcional e atirou contra Nájylla, que morreu no local. Marinho foi preso em flagrante por feminicídio e a arma, pertencente à corporação, foi apreendida.

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Cronologia do feminicídio durante a festa

A discussão que terminou em morte começou por um motivo banal, ainda não detalhado pelas autoridades. De acordo com o boletim de ocorrência, após as agressões iniciais, Marinho foi retirado do salão pelos convidados, mas conseguiu acessar seu veículo, onde guardava a pistola.

“Ele saiu e voltou com a arma. Foi muito rápido, ninguém conseguiu impedir”, afirmou uma testemunha à polícia, segundo o registro da ocorrência. O intervalo entre a saída do agressor e os disparos foi de poucos minutos.

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O crime acendeu o alerta sobre o porte de arma funcional por agentes de segurança fora do horário de serviço. A Guarda Municipal de Campinas informou que Marinho estava na corporação havia 22 anos e que abriu sindicância interna para apurar o caso.

Perfil do agressor e falha institucional

Marinho portava legalmente a pistola 9 mm da Guarda Municipal mesmo fora do expediente, prática permitida pela legislação da categoria. Foi com esse instrumento que ele executou a esposa, conforme apurado pela Polícia Civil. A condição de agente de segurança, longe de representar um fator de proteção, tornou-se vetor de letalidade.

“A arma do Estado, que deveria proteger, foi usada para matar”, declarou a vereadora Cecília Luiz (PT), durante a convocação do secretário de Segurança Pública de Campinas para esclarecimentos na Câmara Municipal. A corporação não dispunha de protocolos específicos de prevenção à violência doméstica entre seus membros.

Dados oficiais indicam que não havia mecanismos de monitoramento de comportamento agressivo ou canais internos para denúncias de violência intrafamiliar na Guarda Municipal de Campinas. A ausência de rastreamento de sinais de risco e a permissividade do porte contínuo da arma funcional expõem a responsabilidade institucional diante do crime.

Recorde de feminicídios em São Paulo e contexto de violência

O crime que chocou Campinas ocorre em meio a uma escalada de violência letal contra mulheres no estado. Dados da SSP-SP mostram que os feminicídios cresceram 41% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foram 62 casos entre janeiro e março, o maior número já registrado para o período.

A violência doméstica é apontada como a principal causa desses assassinatos. O perfil do agressor, em muitos episódios, é o de parceiro ou ex-parceiro íntimo, que utiliza a força física ou o acesso a armas para cometer o crime.

No caso de Campinas, o fato de o autor ser um agente de segurança pública e ter usado a arma funcional para executar a esposa durante a própria festa de casamento intensificou o debate sobre políticas de proteção às mulheres e o rigor na concessão e manutenção do porte de arma para integrantes das forças de segurança.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com o guarda municipal que matou a esposa?

Daniel Barbosa Marinho foi preso em flagrante por feminicídio e a arma funcional foi apreendida. A Guarda Municipal de Campinas abriu sindicância interna para apurar o caso.

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Quantos feminicídios ocorreram em São Paulo em 2026?

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, houve 62 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 41% em relação ao mesmo período do ano anterior.


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