O Guarda Municipal Marcos Roberto Munhoz dos Santos foi condenado a 22 anos de prisão pelo assassinato do jovem Cristóvão Olegário de Lima, de 16 anos, morto em 2019.
De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, o crime ocorreu quando o adolescente estava com amigos no bairro Jardim Ibirapuera. Segundo a investigação, um dos jovens teria lançado uma pedra contra um ponto de ônibus próximo à base da Guarda Civil Municipal, localizada na Avenida Raposo Tavares. Ao notarem a presença do agente, o grupo tentou fugir.
Além disso, a acusação apontou fraude processual. Três dias após o ocorrido, o agente registrou um boletim de ocorrência alegando que sua arma havia sido furtada, versão que, posteriormente, foi desmentida durante as investigações.
A defesa do guarda, representada pelo advogado Willey Lopes Sucasas, afirmou que irá recorrer da decisão. Segundo ele, o agente agiu em legítima defesa putativa, alegando que a base da Guarda Municipal era frequentemente alvo de vandalismo, xingamentos e ameaças.
Apesar de respeitar o veredito do júri, a defesa argumenta que provas importantes teriam sido ignoradas durante o julgamento e promete contestar a decisão no Tribunal de Justiça.












