quinta-feira, junho 4
Publicidade
Mundo

Ataque russo a instalações de produção de gás da Ucrânia dei

Ofensiva em Poltava matou três funcionários da Naftogaz e dois socorristas; 37 ficaram feridos, no que a estatal classificou como o maior ataque à rede de gás desde o início da guerra

· 3 min de leitura · Atualizado em 14.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Ataque russo a instalações de gás em Poltava deixou 5 mortos e 37 feridos
  • Naftogaz classificou ofensiva como maior ataque massivo à infraestrutura de gás desde 2022
  • Rússia realizou 107 ataques maciços contra instalações da Naftogaz desde o início de 2026

Ao menos cinco pessoas morreram e 37 ficaram feridas em um ataque russo contra instalações de produção de gás na região de Poltava, no centro-leste da Ucrânia, no dia 5. O bombardeio, parte de uma escalada de Moscou contra a infraestrutura energética do país, foi descrito pela estatal Naftogaz como o maior ataque massivo ao setor desde o início da guerra, em 2022.

Publicidade

O ataque ocorreu por volta das 9h (horário local), quando mísseis e drones russos atingiram unidades de processamento de gás operadas pela Naftogaz. Entre os mortos estão três funcionários da empresa e dois socorristas do Serviço de Emergência do Estado da Ucrânia, que trabalhavam no rescaldo de bombardeios anteriores. “Hoje, a Rússia realizou o maior ataque massivo à infraestrutura de produção de gás desde o início da invasão em grande escala”, afirmou a Naftogaz em comunicado.

Publicidade

Segundo a Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou 67 mísseis de cruzeiro e 194 drones contra o território ucraniano apenas naquele dia. Desse total, 34 mísseis e 100 drones foram interceptados. O presidente Volodymyr Zelenskyy denunciou o “cinismo” de Moscou, lembrando que o ataque aconteceu horas depois de Kiev propor um cessar-fogo unilateral. “Enquanto o mundo discute paz, a Rússia responde com terror”, declarou em pronunciamento.

Publicidade

A ofensiva contra as instalações de gás não foi um evento isolado. Conforme a Naftogaz, a Rússia realizou 107 ataques maciços contra suas instalações desde o início de 2026, com foco em unidades de produção de gás. “Os ataques ocorreram durante cinco dias consecutivos, danificando gravemente nossa capacidade operacional”, relatou a empresa, citando perdas ainda não totalmente contabilizadas.

Publicidade

Impacto na infraestrutura energética e na população

O ataque de 5 de maio agravou uma semana já sangrenta na Ucrânia. Nos dias anteriores, bombardeios russos haviam matado ao menos 22 pessoas em diferentes regiões, incluindo Kharkiv e Zaporíjia. A intensificação dos ataques à infraestrutura energética ocorre em um momento em que a Ucrânia tenta manter o fornecimento de gás para a população e a indústria, em meio a um inverno rigoroso.

A Naftogaz alertou que os danos às instalações de produção podem levar meses para serem reparados, afetando o abastecimento interno e as exportações. “Cada ataque desses não é apenas um golpe militar, mas uma tentativa de desestabilizar nossa sociedade e economia”, disse o ministro da Energia ucraniano, German Galushchenko, em entrevista coletiva.

Publicidade

O episódio também reacendeu o debate sobre a eficácia das defesas aéreas ucranianas. Embora Kiev tenha conseguido abater parte dos projéteis, o número de mísseis e drones que atingiram alvos críticos evidencia as limitações do sistema atual. Especialistas militares apontam que a Rússia tem adaptado suas táticas, combinando ataques com mísseis balísticos e drones kamikaze para sobrecarregar as defesas.

Enquanto isso, a comunidade internacional reagiu com condenações. A União Europeia classificou o ataque como “bárbaro” e prometeu acelerar a entrega de sistemas de defesa aérea à Ucrânia. Já o Kremlin, por meio de seu porta-voz, Dmitry Peskov, afirmou que as operações visam “desmilitarizar a infraestrutura usada para fins militares”, sem comentar as mortes de civis.

Publicidade

Publicidade