sábado, julho 4
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Mulher em Maringá forjou óbito infantil para acionar polícia e denunciar ex-companheiro, revelando desamparo de vítimas mesmo com ordem judicial

Mulher simula morte do filho para fugir de agressor em Maringá e expõe falha de medida protetiva

Mulher em Maringá forjou óbito infantil para acionar polícia e denunciar ex-companheiro, revelando desamparo de vítimas mesmo com ordem judicial

· 4 min de leitura · Atualizado em 26.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Mulher forjou morte do filho para acionar a Guarda Municipal e fugir de agressor.
  • Vítima já possuía medida protetiva, mas continuava sofrendo ameaças e agressões.
  • Agressor foi preso em flagrante ao tentar fugir pelos telhados de prédios vizinhos.
  • Mais de 70% das vítimas de violência doméstica não denunciam o agressor, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
  • Em Maringá, apenas 614 de 1.028 pedidos de medida protetiva foram concedidos entre janeiro e maio de 2025.

Uma mulher em Maringá simulou a morte do próprio filho para escapar do ex-companheiro e pedir socorro. O caso ocorreu em 8 de maio e expôs o desespero de vítimas de violência doméstica que, mesmo com medida protetiva, não se sentem seguras.

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A vítima acionou a Guarda Municipal relatando um suposto óbito infantil. Quando os agentes chegaram ao local indicado, constataram que o menino estava bem. Foi então que a mãe revelou a real motivação: fugir do agressor, que a mantinha sob ameaças e agressões contínuas.

Segundo a corporação, a mulher já possuía ordem judicial de proteção, mas o documento não conteve as investidas do ex-companheiro. “Ela relatou que vinha sofrendo ameaças e agressões”, informou a Guarda Municipal, em nota.

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Fragilidade das medidas protetivas

O episódio evidencia a fragilidade das medidas protetivas no Brasil. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2024, mais de 70% das vítimas de violência doméstica não denunciaram o agressor às autoridades. O silêncio, muitas vezes, é imposto pelo medo ou pela descrença na efetividade dessas ordens judiciais.

A mulher de Maringá só conseguiu pedir socorro ao transformar o próprio filho em isca para mobilizar a polícia. Após a confissão, ela indicou o paradeiro do suspeito, que tentou fugir pelos telhados de prédios vizinhos, mas foi detido em flagrante.

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Gargalo na proteção às mulheres

O caso não é isolado. Dados da OAB de Maringá indicam que, entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 1.028 pedidos de medidas protetivas na cidade, mas apenas 614 foram concedidas. A desproporção revela um gargalo no sistema, que deixa centenas de mulheres desassistidas mesmo após buscarem ajuda formal.

A realidade nacional é ainda mais grave. Conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a maioria das mulheres vítimas de violência doméstica não chega a denunciar o agressor à polícia ou à família.

Padrão de violência psicológica extrema

A situação de Maringá ecoa outros episódios de violência psicológica. Em fevereiro de 2026, em Amparo (SP), um homem ameaçou a ex-mulher e simulou o esfaqueamento da própria filha usando ketchup, conforme divulgado pela polícia local. A encenação brutal foi uma tentativa de aterrorizar a vítima, em um padrão que se repete país afora.

Agressores exploram o vínculo com os filhos para perpetuar o controle e a violência. O caso de Maringá, assim como o de Amparo, mostra como as medidas protetivas falham em coibir condutas que vão além da agressão física.

Prisão e resposta do poder público

Após a simulação, a Guarda Municipal localizou o agressor tentando escapar pelos telhados de prédios vizinhos e o deteve em flagrante. O suspeito foi encaminhado à delegacia e responderá por agressão, ameaça e descumprimento de medida protetiva.

O episódio evidencia a urgência de respostas mais ágeis do poder público diante de violações de medidas protetivas. Dados do Atlas da Violência 2024 do Ipea mostram que essas ordens seguem sendo descumpridas em milhares de casos no país, forçando vítimas a recorrer a estratégias extremas para garantir a própria segurança e a de seus filhos.


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