Um homem de 33 anos matou o próprio tio a facadas na manhã de quinta-feira (7), em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais. A motivação, segundo a Polícia Militar, foi uma discussão familiar iniciada após a morte de uma cadela de estimação. O suspeito foi preso em flagrante ainda com a arma do crime nas mãos.
O caso ocorreu por volta das 9h no bairro Nossa Senhora das Graças. Militares do 23º Batalhão da PM foram acionados para uma ocorrência de violência doméstica e encontraram Matheus Henrique Carvalho Costa, de 33 anos, segurando a faca usada no ataque. Ele confessou o crime imediatamente, conforme o registro da corporação.
A vítima, Anderson Marcelo Ribeiro, de 52 anos, foi atingida por dois golpes — um no abdômen e outro na cabeça. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas constatou a morte ainda no local. A Polícia Civil de Minas Gerais assumiu a investigação e ratificou a prisão em flagrante.
Cronologia do crime e confissão em flagrante
O homicídio foi registrado como violência doméstica pela Polícia Militar de Minas Gerais. Segundo a ocorrência, Matheus relatou que a discussão começou por causa da cadela e que “perdeu a cabeça” ao culpar o tio pela morte do animal. A faca utilizada foi apreendida e o suspeito permanece à disposição da Justiça.
“Ele relatou que o tio teria matado a cadela dele e, por isso, cometeu o crime”, informou a Polícia Militar, em nota. O desfecho trágico evidencia como laços emocionais com pets podem, em situações de crise, potencializar reações desproporcionais.
A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Polícia Civil em Bambuí, instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do homicídio. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a dinâmica da posse do animal ou o histórico de desavenças entre os dois.
Motivação ligada à morte da cadela
A motivação central do crime está diretamente ligada à morte de uma cadela de estimação. O suspeito confessou à Polícia Militar que culpava o tio pelo ocorrido com o animal. Apesar da clareza do motivo declarado, as autoridades ainda não esclareceram se a cadela pertencia ao sobrinho, ao tio ou a outro membro da família, nem como teria ocorrido a morte do animal que desencadeou a briga fatal.
Casos de violência extrema motivados por vínculo afetivo com animais de estimação são raros, mas chamam atenção para a escalada de conflitos familiares. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2025, 34% dos homicídios dolosos no país ocorreram em contexto familiar.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Segurança Pública registrou aumento de 12% nos crimes passionais no último ano. A investigação em Bambuí pode lançar luz sobre como laços afetivos com animais de estimação se tornam estopim para tragédias.
Perfil dos envolvidos e lacunas da investigação
Matheus Henrique Carvalho Costa, de 33 anos, e Anderson Marcelo Ribeiro, de 52, tio e sobrinho, residiam no mesmo bairro, Nossa Senhora das Graças, conforme informações da imprensa local. A idade da vítima, contudo, apresenta divergência: um portal registra 53 anos, enquanto as demais fontes consultadas indicam 52.
A Polícia Civil ainda precisa esclarecer se havia histórico de violência entre os dois e qual a relação de cada um com a cadela. O caso ecoa um cenário mais amplo de conflitos domésticos, onde vínculos emocionais com animais podem se tornar gatilhos para reações extremas.
A prisão em flagrante foi ratificada, e o suspeito permanece à disposição da Justiça. A investigação segue em andamento para apurar todos os detalhes do crime.










