sábado, julho 4
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Secretaria de Saúde descarta relação com surto em cruzeiro e reforça que cepa local é transmitida por roedores

Paraná confirma dois casos de hantavirose em 2026; 11 seguem em investigação

Secretaria de Saúde descarta relação com surto em cruzeiro e reforça que cepa local é transmitida por roedores

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Dois casos de hantavirose confirmados no Paraná em 2026, em Ponta Grossa e Pérola d'Oeste
  • Taxa de letalidade da doença chega a 46,5%, com 189 mortes no Brasil na última década
  • Cepa circulante no estado é silvestre, transmitida por roedores, sem relação com surto em cruzeiro

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou dois casos de hantavirose em 2026, um em Ponta Grossa, em fevereiro, e outro em Pérola d’Oeste, em abril. Outros 11 casos seguem em investigação, enquanto 21 notificações foram descartadas. A doença, endêmica em áreas rurais, tem taxa de letalidade média de 46,5%, segundo dados do Portal Afya, e o Brasil registrou 189 mortes nos últimos dez anos, conforme levantamento do Valor Econômico. A Sesa afirma que a situação está sob controle e que não há relação com o surto de cepa Andes em um cruzeiro internacional.

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A hantavirose é uma zoonose viral aguda causada por hantavírus, transmitida principalmente pela inalação de aerossóis contaminados com excretas de roedores silvestres. No Paraná, a cepa circulante é a silvestre, sem transmissão entre humanos, diferentemente da variante Andes, associada ao surto no navio MV Hondius, que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a confirmar cinco casos. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa”, declarou o secretário estadual César Neves, em nota oficial. “Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença.”

Em 2025, o Paraná registrou apenas um caso, em Cruz Machado, conforme dados da Sesa. O aumento para dois casos confirmados em 2026, com 11 sob investigação, acendeu o alerta, embora as autoridades destaquem que a vigilância é permanente. A Sesa mantém pesquisa ecoepidemiológica em áreas rurais para monitorar a circulação do vírus, mas não detalhou os municípios com casos suspeitos nem o perfil dos pacientes.

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Vigilância e letalidade da hantavirose no Paraná

A hantavirose tem alta letalidade e pode evoluir para síndrome cardiopulmonar, com necessidade de assistência hospitalar na maioria dos casos. O Portal Afya aponta que a taxa de letalidade média é de 46,5%, enquanto o Ministério da Saúde estima que cerca de 40% dos infectados morrem. No Brasil, foram 189 óbitos entre 2016 e 2025, segundo o Valor Econômico, com concentração em estados do Sul e Sudeste. O Paraná, com extensas áreas de cultivo agrícola, é considerado região de risco.

A confirmação dos casos ocorre em meio à repercussão do surto no cruzeiro, mas a Sesa insiste que não há conexão. “Os casos do Paraná não têm relação com o surto em cruzeiro”, reforçou a pasta, em comunicado oficial. A cepa Andes, identificada no navio, é a única com transmissão inter-humana documentada, o que gerou temor global, mas a OMS descartou risco de pandemia. No Paraná, a transmissão segue restrita a roedores, mas a subnotificação é uma preocupação, já que sintomas iniciais como febre e dores musculares podem ser confundidos com outras viroses.

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A Sesa orienta a população rural a manter ambientes limpos e evitar o acúmulo de entulhos, e pede que casos suspeitos sejam notificados imediatamente. A vigilância ativa e a capacitação de profissionais são as principais estratégias para conter novos casos, mas a falta de um tratamento específico e a alta letalidade mantêm a doença como um desafio de saúde pública.


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