quarta-feira, julho 1
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Mariana Francisco Ferreira sofreu complicações fatais dois dias após procedimento de fertilização in vitro em clínica de Mogi das Cruzes

Juíza de 34 anos morre após hemorragia em coleta de óvulos para fertilização in vitro

Mariana Francisco Ferreira sofreu complicações fatais dois dias após procedimento de fertilização in vitro em clínica de Mogi das Cruzes

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Juíza de 34 anos morreu dois dias após coleta de óvulos em clínica de Mogi das Cruzes
  • Causa foi hemorragia vaginal seguida de duas paradas cardiorrespiratórias
  • Polícia investiga como morte suspeita e acidental, com possível erro médico
  • Ela estava em SP exclusivamente para o tratamento de fertilização
  • Anvisa registrou 47 eventos adversos graves em clínicas de fertilização em 2025

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, morreu na quarta-feira (6) após sofrer hemorragia vaginal e duas paradas cardiorrespiratórias decorrentes de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro. O caso ocorreu em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, e é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita e acidental, com apuração de possível erro médico.

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Mariana ingressou na magistratura do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023 e, em fevereiro de 2026, passou a integrar o Juizado da Vara Criminal de Sapiranga, conforme informações do Tribunal de Justiça do Estado (TJRS). Ela estava em São Paulo especificamente para realizar o tratamento de fertilização, segundo apuração da GaúchaZH.

O procedimento de coleta de óvulos é uma etapa comum nos ciclos de reprodução assistida, no qual os folículos ovarianos são aspirados por via transvaginal sob sedação. Embora considerado minimamente invasivo, envolve riscos como hemorragia, infecção e reações à anestesia. A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) ressalta que complicações graves são raras, mas podem ocorrer.

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A Polícia Civil de São Paulo confirmou que a magistrada realizou o procedimento na segunda-feira (4) e, dois dias depois, apresentou sangramento intenso e paradas cardíacas. “A vítima sofreu uma hemorragia após passar por um procedimento de coleta de óvulos”, detalhou o registro policial. O caso foi registrado como morte suspeita e acidental, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para necropsia.

Investigação e Repercussão

A clínica onde o procedimento foi feito não teve o nome divulgado pelas autoridades. A investigação busca esclarecer se houve falha técnica, negligência ou reação adversa imprevisível. “A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. Foram solicitados exames periciais ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística”, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em nota.

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O TJRS emitiu nota de pesar, confirmando que Mariana foi “vítima de complicações decorrentes de um procedimento cirúrgico”. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) também lamentou a morte e cobrou rigor na apuração. Especialistas destacaram que eventos hemorrágicos após punção folicular podem estar associados a lesões vasculares ou distúrbios de coagulação não diagnosticados.

Impacto e Segurança

O caso reacende o debate sobre a segurança dos procedimentos de reprodução assistida no Brasil. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) indicam que, em 2025, foram notificados 47 eventos adversos graves em clínicas de fertilização, a maioria relacionada a infecções e hemorragias. A fiscalização desses estabelecimentos é compartilhada entre vigilâncias sanitárias municipais e estaduais, mas não há um protocolo nacional unificado de notificação compulsória de óbitos.

A morte de uma profissional jovem e saudável durante um procedimento eletivo levanta questionamentos sobre a necessidade de maior transparência e padronização no setor. “É fundamental que as pacientes sejam informadas de todos os riscos, mesmo os raros, e que as clínicas mantenham estrutura para emergências”, afirmou a SBRA em comunicado.

Mariana Francisco Ferreira deixa familiares e colegas consternados. Sua trajetória na magistratura foi marcada por dedicação à área criminal. O sepultamento ocorreu em São Paulo, em cerimônia restrita. A investigação policial segue sem prazo para conclusão.


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