Um ônibus que transportava fiéis de uma igreja bateu na traseira de uma carreta e deixou duas pessoas mortas e mais de 30 feridas na BR-050, em Minas Gerais. O acidente ocorreu na manhã desta terça-feira (28) no município de Uberaba, envolvendo um grupo religioso que viajava da Bahia para São Paulo.
O choque aconteceu por volta das 11h30 no quilômetro 125 da rodovia, conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O ônibus, de propriedade da Igreja Batista Bíblica, seguia com cerca de 60 ocupantes quando colidiu com o caminhão, que transportava uma carga de açúcar.
As vítimas fatais foram o motorista do coletivo, de 52 anos, e uma passageira de 54 anos. Ambas morreram no local, segundo apurou o site Paranaíba Mais. O veículo de transporte de cargas não teve vítimas entre seus ocupantes.
Acidente e Operação de Socorro
Equipes do Corpo de Bombeiros e da PRF foram acionadas para atender a ocorrência. A colisão frontal na traseira da carreta causou graves danos à frente do ônibus, dificultando o acesso inicial aos feridos.
Os socorristas trabalharam para estabilizar e remover os passageiros. Um total de 33 pessoas feridas foi encaminhado a hospitais da região de Uberaba, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde local. O estado de saúde das vítimas não foi divulgado pelas autoridades até a noite desta terça.
Vítimas e Contexto da Viagem
O grupo viajava em um ônibus fretado pela própria igreja, em uma jornada de longa distância. A rota partiu da Bahia com destino final à capital paulista, um trajeto que pode ultrapassar mil quilômetros, dependendo do ponto de origem.
Viagens religiosas de longa duração como esta frequentemente envolvem desafios logísticos e de segurança. A PRF destacou que fatores como fadiga do condutor, tempo contínuo de direção e condições do veículo são pontos de atenção em deslocamentos desse tipo. As causas específicas deste acidente ainda estão sob apuração.
Investigação e Riscos em Viagens Coletivas
Peritos da Polícia Rodoviária Federal iniciaram os trabalhos para determinar as circunstâncias exatas da colisão. A investigação vai apurar possíveis falhas humanas, mecânicas ou condições da via que possam ter contribuído para o ocorrido.
‘Estamos coletando todas as evidências no local e ouvindo os passageiros que estão em condições de dar depoimento’, informou a PRF. A corporação não descarta nenhuma linha de investigação, incluindo a análise do tacógrafo do ônibus e do estado dos pneus e freios.
Acidentes com veículos de transporte coletivo em longas distâncias reacendem o debate sobre a regulamentação de intervalos para motoristas e a fiscalização da manutenção preventiva, especialmente em frotas não regulares, como as de associações e igrejas. A PRF reforça a necessidade de planejamento rigoroso para esse tipo de deslocamento.











