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Economia

Industria de máquinas da região de Piracicaba deve retomar crescimento já em 2017

· 3 min de leitura · Atualizado em 04.08.2020 · Assessoria de Imprensa
Foto: Arquivo - Agência Brasil
Foto: Arquivo – Agência Brasil

Levantamento mensal apresentado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) mostra uma tendência de paralisação na queda das vendas do segmento. Porém, os números se estabilizam em baixa.

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Na indústria da região, em municípios como Piracicaba, Campinas, Americana e Limeira, há sinais que a indústria que fornece máquinas para agricultura retome o fôlego, mesmo que timidamente, a partir do próximo ano. “A produção de grãos está sendo boa, o que ajuda”, afirmou o diretor regional da ABIMAQ em Piracicaba, José Antônio Basso.

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Já o segmento de transformação, aquele que faz máquina para aparelhar outras indústrias, deve ter uma retomada mais lenta, avalia Basso. “Há setores que sofrem mais com o câmbio, juros e os impostos”, disse.

O levantamento foi apresentado neste dia 27/07 durante entrevista coletiva ocorrida em São Paulo e acompanhada nas sedes regionais da ABIMAQ, incluindo a de Piracicaba.

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O consumo em junho apresentou um resultado atípico. Influenciado pelas importações, houve crescimento de 56,7% ante maio. Porém, no semestre, o resultado foi de queda de 25,4% sobre igual período de 2015.

A receita com vendas mostrou uma tendência à estabilidade, ainda que em nível muito baixo. As vendas subiram 4,2% ante maio último. Na comparação com 2015 a ABIMAQ aponta queda de 23,7% ante junho, e de 29,3% no semestre inicial.

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No mercado interno o cenário mostra-se mais preocupante. As vendas acumularam queda de 46,3% no primeiro semestre de 2016. Incertezas políticas e política econômica recessiva deixam o custo do capital incompatível com o retorno dos investimentos.

“O comportamento das vendas até junho indica em 2016 uma queda, provavelmente de dois dígitos em relação a 2015”, disse José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ.

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A apreciação do real ocorrida em 2016 anulou praticamente todos os ganhos de competitividade dos produtos nacionais. O dólar, por exemplo, já chegou a R$ 4,10, o que incentivou as exportações. Hoje ronda R$ 3,30.

O uso médio da capacidade instalada do setor atingiu 66,6% esse ano, o menor desde o início do estudo.

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Nessa linha, a indústria de máquinas encerrou junho último com 308 mil pessoas ocupadas. De junho de 2015 para cá houve a redução de 32.703 postos de trabalho.

Para Mário Bernardini, diretor de competitividade da ABIMAQ, ainda há espaço para reverter o quadro. Para isso, a associação defende junto ao governo medidas como reduzir a carga tributária, renegociar o imposto devido pelas empresas; baixar a taxa de juros; e alterar a política cambial.

Presente na coletiva, o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS), integrante da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas no Congresso Nacional, mostrou preocupação. “A maioria das empresas está com problema de dívidas, e isso explica porque muitas pessoas físicas estão com problema no Serasa”, disse.

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