O temporal de sexta-feira (24) atingiu lavouras, estruturas agropecuárias, redes elétricas e instalações do Instituto Agronômico em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Os danos alcançaram lavouras de cana-de-açúcar, grãos e frutas, além de estruturas agropecuárias e unidades físicas do Instituto Agronômico (IAC). Ainda não há estimativa financeira oficial dos prejuízos agrícolas, estruturais ou de eventual custo de reconstrução.
As rajadas chegaram a 122 km/h na madrugada de 24 de julho, com precipitação de 24 mm em 20 minutos. Em 25 de julho, 115.180 clientes estavam sem energia elétrica, em reflexo do desligamento de 8 das 14 subestações da CPFL Paulista, o que deixou quase 100% da cidade temporariamente sem luz e afetou o abastecimento de água.
Temporal atinge polo agrícola e estrutura de pesquisa
A região de Ribeirão Preto abriga lavouras de cana-de-açúcar, grãos e frutas, além de centros de pesquisa tecnológica ligados ao agronegócio. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) registrou danos estruturais significativos nas instalações do IAC no município.
O efeito econômico imediato se concentra em três frentes: perda ou comprometimento de lavouras, danos à infraestrutura urbana e impacto sobre a pesquisa agrícola. Sem laudos oficiais de perdas agrícolas, não há base para tratar queda de produção, impacto no PIB agropecuário estadual ou reflexo em preços como fato confirmado.
Na infraestrutura, o vendaval derrubou parte da rede elétrica e afetou serviços essenciais. A recuperação de energia elétrica e abastecimento avançava depois da madrugada de 24 de julho, mas o número de 115.180 clientes sem energia em 25 de julho dimensiona a escala do impacto sobre moradores e empresas.
Emergência municipal amplia pressão por resposta pública
Um idoso morreu após o desabamento de uma estrutura vizinha sobre sua residência. O prefeito Ricardo Silva decretou estado de emergência diante do colapso parcial no atendimento de urgência dos hospitais locais.
O encaminhamento confirmado é o suporte emergencial da Defesa Civil Nacional ao município paulista, depois dos danos urbanos e rurais provocados pelo temporal. Para contribuintes e orçamento público, o ponto prático agora é a definição de custos de recuperação de lavouras, estruturas públicas, rede elétrica e instalações do Instituto Agronômico.
Até a divulgação de estimativas oficiais, o impacto econômico fica restrito aos danos já registrados: ventos de 122 km/h, chuva de 24 mm em 20 minutos, 8 das 14 subestações desligadas, 115.180 clientes sem energia e prejuízos em lavouras, pecuária, infraestrutura urbana e pesquisa agrícola.












