A Meliá Hotels International encerra nesta sexta-feira (24) a operação de 34 hotéis em Cuba, em meio a sanções dos Estados Unidos e ao agravamento da crise econômica local.
A decisão foi formalizada pela Ilha Bela Gestão e Turismo, Ltd., subsidiária portuguesa da rede espanhola, em comunicado de encerramento de operações. A empresa afirma que deixa, a partir de 24 de julho de 2026, a prestação de serviços de gestão hoteleira e comercialização para todos os seus estabelecimentos na República de Cuba.
A medida atinge todos os 34 hotéis operados pela rede no país. O documento apresenta o encerramento como uma decisão empresarial motivada por dificuldades operacionais e pelo impacto de sanções externas sobre a atividade, e não como expulsão pelo governo cubano ou expropriação.
O caso amplia a pressão sobre o turismo cubano, setor estratégico para a entrada de moeda estrangeira na ilha, e cria um novo obstáculo para a hotelaria local.
Saída ocorre em meio a sanções e retração do turismo
A saída encerra uma relação histórica da Meliá com hotéis cubanos. A rede se tornou a principal parceira estrangeira do país no setor hoteleiro, uma atividade central para a obtenção de divisas pela ilha.
Antes do encerramento total, a Meliá anunciou a suspensão da gestão em 15 hotéis ligados à Gaesa, grupo cubano associado a ativos avaliados em US$ 18 bilhões.
Em 13 de julho de 2026, os Estados Unidos sancionaram o Ministério do Turismo de Cuba. Onze dias depois, a subsidiária Ilha Bela informou o encerramento da prestação de serviços de gestão e comercialização em todos os hotéis mantidos pela rede espanhola no país.
Os números do turismo já indicavam retração antes do anúncio. Cuba recebeu 328.608 turistas de janeiro a abril de 2026, queda de 55,8% no período. A saída da Meliá ocorre também depois de o país perder, em 2026, o processamento de cartões Visa e Mastercard, o que dificultou transações de visitantes estrangeiros.
Sucessão na administração dos hotéis não foi informada
O efeito imediato é o fim da prestação de serviços da Ilha Bela para gestão hoteleira e comercialização a partir desta sexta-feira (24). O comunicado não traz a lista nominal dos 34 hotéis afetados nem informa quem assumirá a administração dos empreendimentos.
O impacto imediato sobre a arrecadação de divisas pelo governo cubano não foi informado. A saída da maior rede estrangeira de hotéis reduz a presença de operadores internacionais justamente em um setor estratégico para a entrada de moeda forte.
Na prática, a Meliá deixa de administrar e comercializar os 34 hotéis em Cuba a partir de 24 de julho de 2026, enquanto a definição dos novos responsáveis pelos empreendimentos permanece pendente de anúncio.












