O Brasil encerrou o Cannes Lions 2026 com um Grand Prix na categoria Glass: The Lion for Change e um total de 62 Leões, na 73ª edição do Festival Internacional de Criatividade, realizada em Cannes, na França. O prêmio de maior peso conquistado na última noite de premiações foi para a campanha “Corpo Preto” (“Nigrum Corpus”), desenvolvida pela Artplan para o Instituto Yduqs e o Instituto de Educação Médica (Idomed).
O projeto, que combate vieses raciais e capacitismo na medicina, já havia sido reconhecido na edição anterior do festival. Ao vencer o Glass — categoria que premia campanhas que promovem mudança cultural e social —, a Artplan garantiu o terceiro Grand Prix brasileiro nesta edição.
No balanço final, o país somou 13 Leões de Ouro, 20 de Prata e 26 de Bronze, além dos três Grand Prix. A campanha “Podia ser uma Heineken”, da LePub São Paulo e Milão para a Heineken, liderou o ranking das campanhas nacionais mais premiadas.
Inscrições em queda no festival global
A 73ª edição do Cannes Lions registrou 20.050 inscrições globais em 2026, ante 26.900 no ano anterior — recuo de 25%, segundo dados consolidados do festival. No Brasil, a retração foi mais acentuada: as inscrições caíram 41%, passando de 2.684 para 1.593.
A redução da base de peças em disputa contextualiza o desempenho brasileiro. O país saiu de Cannes com prêmios de alto impacto — incluindo os três Grand Prix —, mas em volume total inferior ao do ciclo anterior, alinhado à tendência global de recuo do festival.









