Lucas Paquetá colocou a situação física do ataque brasileiro no centro da preparação para o jogo contra a Escócia, na quarta-feira (24), em Miami, pela Copa do Mundo. Depois da vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, no domingo (21), em Nova Jersey, o meia lamentou a lesão de Raphinha e tratou o retorno de Neymar aos treinos como um sinal positivo, mas sem transformar a melhora do camisa 10 em promessa de escalação.
A baixa mais concreta é Raphinha. O atacante está fora da partida contra os escoceses por causa de uma lesão muscular, embora a Confederação Brasileira de Futebol tenha descartado, num primeiro momento, o corte do jogador. Paquetá resumiu o impacto da ausência ao dizer que a Seleção perdeu “um jogador muito importante”.
A frase pesa porque o Brasil chega à reta final de preparação com poucas certezas no setor ofensivo. Raphinha vinha como uma das opções de intensidade pelos lados do campo, enquanto Neymar tenta recuperar espaço depois de um período afastado por lesão na panturrilha. A comissão de Carlo Ancelotti ainda precisa decidir se o atacante terá condição de entrar na relação do jogo ou se será preservado por mais tempo.
Paquetá separa volta aos treinos de presença em campo
Paquetá celebrou a presença de Neymar nas atividades, mas adotou cautela ao falar sobre o próximo compromisso do Brasil. O retorno ao gramado já vinha sendo acompanhado desde a semana passada, depois de uma sequência marcada por exames, ausência em treinos e expectativa sobre a evolução física do atacante.
A situação de Neymar atravessa toda a largada brasileira na Copa. No fim de maio, Ancelotti havia projetado que o jogador poderia ficar apto entre o primeiro e o segundo jogo da Seleção. Em 16 de junho, o atacante voltou ao gramado após cerca de 30 dias, mas a presença em atividade não equivale automaticamente a liberação para atuar em uma partida de Copa do Mundo.
O meia também falou sobre Vinícius Júnior, com quem mantém relação próxima no elenco. A menção a Vini apareceu no contexto de um grupo que tenta ganhar corpo sob o comando de Ancelotti, sem que Paquetá antecipasse desenho tático ou escolha de titulares para o duelo em Miami.
Vitória sobre o Haiti não elimina dúvidas no ataque
O Brasil chega ao jogo contra a Escócia embalado pelo 3 a 0 sobre o Haiti, mas a vitória não encerrou as interrogações ofensivas. A equipe treinou no CT Columbia Park, em Nova Jersey, e transferiu a preparação para Miami com a necessidade de ajustar o ataque sem Raphinha e, possivelmente, ainda sem Neymar desde o início.
Para Ancelotti, a decisão envolve dois tempos diferentes. Raphinha já está fora da partida, o que obriga a comissão a reorganizar uma faixa do campo. Neymar, por sua vez, depende de avaliação física e técnica para saber se terá minutos, se ficará no banco ou se seguirá preservado.
A Seleção faz agora a preparação final para enfrentar a Escócia em Miami. A lista de relacionados e a escalação vão indicar o tamanho da mudança no ataque brasileiro: a ausência de Raphinha já é certa, enquanto Neymar ainda aguarda a decisão da comissão técnica.











